UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Entenda por que tem mais dengue com o El Niño e por que a situação pode piorar ainda mais

25/01/2024

A chegada do verão e a maior incidência de chuvas no período traz sempre, no Brasil, a preocupação com a dengue, já que o mosquito que transmite a doença se prolifera em águas paradas. Mas o período, agora, é ainda mais desafiador por causa do El Niño.
🦟 Como explica o médico infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a dengue é uma doença que convive com a gente. "O mosquito convive com o homem, ele evoluiu para conviver com o homem", explicou ele em entrevista ao podcast O Assunto desta quarta-feira (24).
"A epidemia depende de vários fatores, mas um dos principais é se você tem um aumento de temperatura que favorece a proliferação do mosquito, se você tem um período de chuvas intensas. E isso aparece, principalmente, nesse período de El Niño."
🌡️Caracterizado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico, o El Niño acontece com frequência a cada dois a sete anos. Sua duração média é de doze meses, gerando um impacto direto no aumento da temperatura global.
"A gente está vivendo um verão com uma onda de calor muito grande. E quanto maior a temperatura, o mosquito busca mais sangue dos humanos", complementou o especialista, que também é autor do livro "A história das epidemias".
Stefan também explica que é esperado um pico da epidemia para o final de março e começo de abril, o que gera uma "perspectiva grande de piorar o quadro".
Transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti, a doença da dengue possui quatro sorotipos diferentes.
Nesta temporada, em especial, especialistas e profissionais da saúde têm observado uma maior predominância do tipo três, diferente de outras épocas, quando era mais comum as pessoas se contaminarem pelos tipos um e dois.
Isso não significa, entretanto, que o tipo três seja mais grave. O que acontece é que pessoas que já tiveram dengue tendem a ter casos mais graves da doença em uma segunda contaminação.
"Se a gente imaginar que a gente sempre conviveu muito mais frequentemente com a dengue tipo um e o tipo dois, então a gente tem uma proporção de pessoas que já foram infectadas por esses dois tipos de vírus. Então, se a dengue três começa a circular mais, por isso que a gente supõe que ele esteja se tornando um pouco mais grave. Mas não é que ele [tipo três], por si, seja mais grave. É que ele está agora começando a predominar e está acometendo pessoas que já tiveram dengue no passado pelos [tipos] um ou dois."

Fonte: g1

Novidades

Com a chegada do inverno, jacarés mudam comportamento no Parque Chico Mendes

25/06/2026

A mudança das estações provoca transformações não apenas na paisagem, mas também no comportamento da...

Expedição encontra traços de cocaína, cafeína e agrotóxicos na nascente do Tietê

25/06/2026

Uma expedição pelo rio Tietê encontrou traços de agrotóxicos, cocaína e cafeína já nos arredores da ...

Elefanta Baby é transferida para santuário em MT após ordem da Justiça

25/06/2026

A elefanta asiática Baby chegou no último sábado (20) ao Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada d...

O voo da virada: como o canário símbolo da Seleção superou a extinção

25/06/2026

Durante a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira volta a ser chamada de “Seleção Canarinho” por torcedo...

Copa de 2026 pode ser a mais poluente da história, com 7,8 milhões de toneladas de CO₂

25/06/2026

Uma coisa que quase ninguém está falando é sobre o impacto desta Copa do Mundo para o meio ambiente....

Guterres propõe 7 passos para enfrentar as “duas crises” globais

25/06/2026

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou um forte apelo à ação climática duran...