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Pretos e pardos são 55% da população, mas 69% dos que vivem sem esgoto adequado, segundo Censo 2022

27/02/2024

O Brasil tinha, em 2022, 49 milhões de pessoas vivendo em lares sem descarte adequado de esgoto, apontam dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (23).
Esse número equivale a 24% da população brasileira. Entre os pretos e pardos – grupos que compõem pouco mais da metade da população brasileira – o percentual sobe para 68,6%. Veja:

* Pardos são 45,3% da população brasileira, e 58,1% dos sem esgoto adequado
* Brancos são 43,5% da população brasileira, e 29,5% dos sem esgoto adequado
* Pretos são 10,2% da população brasileira, e 10,4% dos sem esgoto adequado
* Indígenas são 0,8% da população brasileira, e 1,7% dos sem esgoto adequado
* Amarelos são 0,4% da população brasileira, e 0,1% dos sem esgoto adequado

São considerados descarte adequado o esgoto que via para as redes públicas de coleta (geral ou pluvial) ou para fossas sépticas ou com filtro, ainda que depois de passar por esses equipamentos não sejam destinados para essas redes.
As outras formas – uso de fossa rudimentar ou buraco, descarte direto em rios ou no mar, por exemplo, são consideradas inadequadas pelo Plano Nacional de Saneamento Básico.
Nas últimas duas décadas, a fatia da população sem coleta de esgoto adequado caiu. Em 2010, eram 36% e em 2000, 41%.
🚿Acesso à água
A falta de um abastecimento adequado de água atingia 6,2 milhões de brasileiros em 2022.
Assim como acontece com o descarte de esgoto, há diferença entre os diferentes grupos raciais. Pretos e pardos representam 72% da população sem acesso adequado a água. Brancos, 24%.
Em 2022, eram considerados abastecimento adequado o acesso por rede de distribuição (82,9%), poço poço profundo ou artesiano (9%), poço raso, freático ou cacimba (3,2%) e fonte, nascente ou mina: (1,9%).
Os inadequados são carro-pipa (1%), rios, açudes, córregos e igarapés (0,9%), água de chuva armazenada (0,5%) ou outras formas de abastecimento (0,6%).
A dependência de carro-pipa ou água da chuva está concentrada no Nordeste, enquanto a de rios, açudes, córregos e igarapés, na Norte.
Como os critérios mudaram, não é possível comparar exatamente como evoluiu o acesso adequado a água entre 2010 e 2022. Mas, a proporção de moradores com água encanada em casa – independentemente se vem da rede ou de um poço artesiano, por exemplo – subiu de 89,3% para 95,1%.
Outra informação relativa ao abastecimento de água foi a forma como a água chega até o domicílio. Para domicílios onde vivem 192,3 milhões de pessoas, representando 95,1% da população, a água chegava encanada até dentro da residência – ou seja, diretamente em torneiras, chuveiros e vasos sanitários.
Já para 2,5% da população, a água chegava encanada, mas apenas até o terreno. Para outros 2,4%, a água não chegava encanada – ou seja, precisava ser transportada em baldes, galões, veículos ou outros recipientes.

A matéria na íntegra pode ser lida no g1

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