
29/02/2024
Casas destruídas, plantações inteiras devastadas e animais carbonizados. Os focos de incêndio em Roraima têm afetado o estado desde o fim de janeiro e se juntam aos efeitos da estiagem. Em Boa Vista, o Rio Branco, que abastece a capital está abaixo da média. Nas áreas rurais e nas comunidades indígenas, os prejuízos se acumulam.
Roraima lidera o número de focos de calor do país em 2024, segundo dados do Instituto de Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de quarta-feira (28). No total, foram registrados 2.605 focos entre janeiro e fevereiro.
O período de seca vivido no estado é agravado pelo El Niño, fenômeno meteorológico que eleva as temperaturas. Além disso, especialistas ouvidos pelo g1, relacionam como agravante as mudanças climáticas e a liberação de áreas de queimadas pelo governo.
A situação piora com a seca do Rio Branco, principal rio de Roraima. Nesta quarta-feira (28), o rio marcou - 0,15 centímetros, o que é considerado abaixo da média. Em 2016, quando o estado enfrentou uma das piores secas da história, o volume de água ficou em - 59 centímetros.
Os prejuízos causados pela estiagem e pelas queimadas ainda não foram contabilizados por completo em todo o estado, mas Defesa Civil estadual informou que há relatos de açudes e igarapés que secaram em propriedades rurais, plantações queimadas e animais mortos pelo fogo.
O g1 esteve em dois dos nove municípios que estão em situação de emergência por conta dos efeitos da estiagem:
* No Cantá, na região Norte do estado, a comunidade indígena Malacacheta enfrenta os impactos das queimadas, que destruíram roças e até uma casa.
* Em Amajari, também na mesma região, no principal ponto turístico do estado, a Serra do Tepequém, as chamas e a fumaça tomaram conta do local.
Leia os relatos dos moradores clicando no g1
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