UERJ UERJ Mapa do Portal Contatos
Menu
Home > Atualidades > Notícias
Astrônomo registra mancha no sol do tamanho de 10 planetas Terra e que pode causar explosões de plasma

05/03/2024

Um astrônomo amador de Nhandeara, interior de São Paulo, registrou um fenômeno que impressiona: uma mancha no sol que parece pequena, mas, segundo ele, cabem mais de 10 Terras na circunferência dela. A foto foi feita na terça-feira (27).
Ao g1, o co-fundador da Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), Renato Cássio Poltronieri, explicou que as manchas solares são temporárias e podem causar explosões de plasma.
Na região onde elas aparecem, segundo o especialista, a temperatura superficial é reduzida. Enquanto o sol, que é feito de plasma, hélio e hidrogênio, está a 6.000°C, uma mancha pode ter 4.000°C, o que explica a cor escura dela na foto devido ao contraste.
Isso ocorre, de acordo com Renato, graças ao campo magnético intenso, que diminuiu o fluxo de energia proveniente do interior do sol.
Para os entusiastas, as manchas solares são objeto de estudo por estarem relacionadas com a maioria das erupções do sol. Dessa forma, conforme o especialista, registrá-las "abre mais uma janela" para o cosmos.
"Para amadores na astronomia, fica o registro. Já para laboratórios e observatórios, dá para estudar o comportamento do sol. Inclusive, existem satélites que ficam monitorando o sol 24 horas", reforça.
O fenômeno pode ser visto com a ajuda de óculos que bloqueiam os raios nocivos emitidos pela estrela. Para fotografá-lo, Renato usou câmeras, filtros e um telescópio especial.
Entre os satélites citados por Renato, está o Soho, que "avisa" com antecedência a chegada de tempestades radioativas à Terra. As manchas podem aparecer em grupos ou de forma individual, e podem durar alguns dias ou meses, mas se dissipam à medida que a atividade solar varia.
Apesar de surpreender e, por vezes, assustar, o fenômeno não representa perigo. Pelo contrário: o astrônomo detalha que, embora a atmosfera seja transparente à radiação solar, somente em torno de 25% dela penetram diretamente na superfície da Terra.
O restante é refletido de volta para o espaço ou absorvido, o que pode causar falhas em satélites de comunicação.

Fonte: g1

Novidades

Com a chegada do inverno, jacarés mudam comportamento no Parque Chico Mendes

25/06/2026

A mudança das estações provoca transformações não apenas na paisagem, mas também no comportamento da...

Expedição encontra traços de cocaína, cafeína e agrotóxicos na nascente do Tietê

25/06/2026

Uma expedição pelo rio Tietê encontrou traços de agrotóxicos, cocaína e cafeína já nos arredores da ...

Elefanta Baby é transferida para santuário em MT após ordem da Justiça

25/06/2026

A elefanta asiática Baby chegou no último sábado (20) ao Santuário de Elefantes Brasil, em Chapada d...

O voo da virada: como o canário símbolo da Seleção superou a extinção

25/06/2026

Durante a Copa do Mundo, a Seleção Brasileira volta a ser chamada de “Seleção Canarinho” por torcedo...

Copa de 2026 pode ser a mais poluente da história, com 7,8 milhões de toneladas de CO₂

25/06/2026

Uma coisa que quase ninguém está falando é sobre o impacto desta Copa do Mundo para o meio ambiente....

Guterres propõe 7 passos para enfrentar as “duas crises” globais

25/06/2026

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, lançou um forte apelo à ação climática duran...