
07/03/2024
O céu azul e o calor excessivo foi um convite a moradores e turistas à praia de Copacabana nesta terça-feira. No entanto, a coloração escura na altura do Posto 6 acabou afastando alguns banhistas do mar pelo segundo dia seguido. Desde segunda-feira, tirando o brilho da água, o tom amarronzado pode até assustar, mas ainda não se sabe se pode apresentar algum risco à saúde. Especialistas avaliam que este pode ser um fenômeno de alerta para as mudanças climáticas, mas é necessário realizar uma análise aprofundada sobre qual é espécie de algas que invadiu a praia.
— Esse fenômeno ocorre com a união de água quente e muita matéria orgânica disponível. É bom ter cautela porque algumas espécies são tóxicas. Por isso, é necessária uma análise laboratorial — explica o biólogo diretor do Instituto Mar Urbano, Ricardo Gomes.
De acordo com Gomes, não é possível afirmar que se trata de uma "maré vermelha", já que o local recebeu vento e corrente leste e sudeste e pode ter acumulado água superficial mais quente, sujeira e algas trazidas de outra região.
— É um alerta que destaca como uma diferença de um ou dois graus na temperatura da água do mar já provoca um desequilíbrio. Estamos vivendo um período de anomalia térmica, e o mar também é impactado por isso — afirma ele.
O também biólogo Marcelo Viana, conta que o calor faz com que as algas cresçam mais rapidamente e se soltem do fundo do mar com mais facilidade.
— Existem bancos de algas em várias regiões da costa. Um batimento maior de ondas pode soltar essas algas, e as correntes as levam para as praias. É um fenômeno muito comum na cidade de Cancún, no México — explica ele.
Segundo o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), a coloração foi causada por macroalgas. Em nota, o instituto afirmou que o fenômeno ocorre em todo litoral do estado Rio e não oferece riscos à saúde do banhista. No último boletim do Inea, divulgado no dia 29 de fevereiro, a Praia de Copacabana constava como própria ao banho.
Fonte: O Globo
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