
14/03/2024
Pesquisadores encontraram pela última vez o minúsculo e esplêndido sapo venenoso vermelho-escuro nas úmidas florestas de planície do oeste do Panamá há cinco anos. Desde então, o pequeno anfíbio se juntou a animais como o sapo-de-Wyoming e o corvo-do-Havaí na crescente lista de espécies que desapareceram na natureza.
🚨🚨🚨 Em torno de 30% das espécies de plantas e animais catalogadas pelos biólogos estão ameaçadas de extinção por riscos como a falta de alimentos causada pela destruição de seus habitats pelos humanos, envenenamento com pesticidas ou pela caça por lucro ou diversão.
A última vez que a Terra enfrentou uma extinção em massa da flora e da fauna tão rápida foi há 66 milhões de anos, quando um meteoro enorme atingiu o planeta. O impacto pôs fim à era dos dinossauros e eliminou 75% de todas as espécies da Terra.
👉 Na época geológica chamada por alguns de Antropoceno, os humanos são o asteroide. A taxa anual de extinção natural é de dez a 100 espécies por ano. A atividade humana eleva esse número para cerca de 27 mil por ano.
Só o desmatamento da Amazônia, reserva de biodiversidade que abriga entre 15% e 20% da flora e fauna de todo o planeta, poderia resultar no desaparecimento de 10 mil espécies no Brasil.
Anfíbios, insetos, répteis e peixes desaparecem em um ritmo cada vez maior. A extinção de espécies faz com que os ecossistemas percam estabilidade e, por fim, entrem em colapso, o que gera graves consequências aos humanos.
A diminuição dos polinizadores, por exemplo, diminuiu a produção de frutas, vegetais e nozes, ao mesmo tempo em que o decréscimo das populações de animais e peixes significa a perda de fontes de proteínas.
❗ Medidas de conservação, leis ambientais, criadouros e reservas naturais ajudaram a reverter o declínio de algumas espécies. Mas essa recuperação não é suficiente para compensar os acelerados índices globais de extinção, com cada vez mais espécies ameaçadas.
As medidas de conservação podem fracassar se a abordagem não for correta. Um exemplo é o lêmure de Madagascar. Um estudo de 2019 encontrou 87 indivíduos, afirmou Edward Louis, diretor da ONG Madagascar Biodiversity Partnership. Ele dedicou 25 anos de sua vida à conservação desses primatas de olhos esbugalhados.
As tentativas de capturar e reproduzir esses animais simplesmente não funcionaram, contou Louis.
Quando os tiramos da natureza, sua flora bacteriana muda, e eles, infelizmente, morrem depois de oito ou dez dias.
O principal problema para o lêmure é a destruição da floresta, seu habitat natural, pela população local que precisa de carvão para cozinhar.
É por isso que os conservacionistas tentam encontrar atualmente uma fonte alternativa de combustível para atrair moradores locais para proteção do habitat desses animais.
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