
18/03/2024
Em uma época em que as redes sociais desempenham um papel significativo na promoção de comportamentos e causas, o Instituto Ampara Animal está tomando medidas ousadas para desencorajar a participação involuntária no tráfico de animais selvagens. Por trás de um vídeo “fofo” de um animal silvestre sendo humanizado, ou interagindo com pessoas, está um cenário de privação de comportamentos naturais, maus-tratos e muitas vezes a retirada do animal da natureza.
A iniciativa visa diminuir curtidas e compartilhamentos de postagens de animais selvagens sendo tratados como pets, evidenciando a responsabilidade de cada indivíduo ao engajar em conteúdos como estes, desafiando a norma e promovendo uma conscientização generalizada.
A força dos conteúdos que promovem a exibição de silvestres como pets é real, perigosa e desconhecida para a sociedade: aproximadamente 37% das buscas por compra de macacos são geradas diretamente por conteúdos do Instagram. Até animais considerados “não tão fofos assim”, como as cobras e serpentes, tem 18% de suas compras impulsionadas por conteúdos do aplicativo.
A peça central desta campanha é o reset do algoritmo de uma das maiores plataformas de mídias digitais atualmente, o Instagram. O Instituto Ampara Animal quer trazer à tona os impactos dos followers no engajamento de conteúdos, que utilizam a imagem de animais silvestres como pets para se promover nas mídias digitais, sobre o bem-estar animal, o tráfico de animais selvagens e a conservação da biodiversidade.
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