
02/04/2024
Pelo menos 15 pessoas sofreram lesões por causa de águas-vivas durante o último fim de semana na Praia da Taíba, situada no município de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Fortaleza. Este foi o número de pessoas que buscaram atendimento na Unidade Básica De Saúde Walter Ramos Araújo entre a sexta-feira (29) e o domingo (31).
Conforme a Prefeitura, 11 pessoas dentre estes pacientes eram atletas que estavam na primeira etapa do Circuito Brasileiro Master de Bodyboarding 2024, evento que aconteceu na praia entre a sexta e o domingo, atraindo competidores de todo o país.
Das outras quatro pessoas que buscaram a unidade, duas eram moradores locais e duas eram banhistas que visitavam a praia, segundo a Prefeitura.
Pelo menos outros dois participantes da competição de bodyboarding tiveram lesões mais graves e foram levados até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Pecém. Uma delas foi Bia Jesus, de 38 anos, que pratica bodyboarding no mar há mais 20 anos e é vice-campeã cearense da modalidade.
Em entrevista ao g1, a atleta explicou que acompanhou o evento sem competir e que entrou no mar algumas vezes durante os intervalos. Nos anos de experiência, ela já tinha sofrido lesões por água-viva, mas sempre com consequências leves, como a sensação de ardência na pele.
No começo da tarde, ela teve o contato com uma espécie que não conhecia. Até então, era acostumada a ver a ´caravela portuguesa´. Assim, a atleta admite que subestimou o perigo neste domingo, mesmo tendo tido contato com águas-vivas durante a manhã.
"À tarde, assim que eu entrei no mar novamente, eu senti que uma grudou na minha perna. E eu passei a mão, e ela não saiu. Eu tive que pinçar, puxar realmente, arrancar ela da minha pele. E aí exatamente na hora que eu tirei, eu comecei a sentir náusea", relata Bia.
Ao sair da água, a atleta vomitou bastante. Ela chegou a passar vinagre na pele, seguindo um procedimento recomendado após o contato com água-viva.
Bia acreditava que ficaria melhor depois disso, mas logo passou a ter uma sensação de aperto nas costas e no peito, começando a ter dificuldades para respirar.
"Quando eu me vi, eu já estava sem forças para conseguir me sustentar mesmo. Eu não tava conseguindo mais respirar. E aí foi quando o pessoal da organização e os meus amigos me levantaram no braço. E aí pronto, eu já apaguei, não lembro mais de nada. Quando eu acordei, já estavam colocando o oxigênio dentro da ambulância", conta.
Mesmo com o auxílio do oxigênio, Bia relata que ainda respirava com muito esforço. A ambulância levou a atleta até a UPA do Pecém, onde ela relata ter sido atendida de forma muito eficaz e rápida.
A atleta deu entrada na unidade no início da tarde, foi medicada e ficou em observação até ser liberada por volta das 19 horas.
A reportagem pode ser lida por completo no g1
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