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14 golfinhos são encontrados mortos no litoral do ES em dois meses

02/04/2024

Em dois meses, 15 golfinhos foram encontrados encalhados no litoral do Espírito Santo. Desse total, 14 estavam mortos e apenas um deles com vida. Os números são do Instituto Orca, responsável pelo monitoramento de encalhe de animais marinhos no estado, e são referentes aos meses de fevereiro e março de 2024.
O último desses animais listados foi encontrado morto na sexta-feira (29). Era um Boto Cinza, da espécie Sotalia Guianensis, um adulto, com cerca de 1,82 metro, de sexo indeterminado. Estava encalhado em uma praia de Aracruz, no Norte do Espírito Santo.
Já o único animal encontrado com vida no período levantado estava na Praia de Ubu, em Anchieta, no dia 29 de fevereiro. Era um golfinho de dentes rugosos (Steno bredanensis). Assim que localizado, ele foi avaliado e devolvido para o mar pelos pesquisadores.
O diretor de projetos do Instituto Orca, João Marcelo Nogueira, explica que, apesar do número ser expressivo, é preciso considerar o aumento da quantidade de famílias de golfinhos no litoral capixaba e a quantidade não chega a ser anormal.
"Vemos o aumento de interação e aparecimento de golfinhos no nosso litoral. E estamos falando de animais que conflitam muito com redes de pesca, sofrem com encalhes e acabam tendo problemas de saúde comuns da interação, como casos de infecção e pneumonia".
João Marcelo disse ainda que um estudo está sendo feito para mapear melhor as causas de encalhes e morte, e a deve ficar pronto ainda em 2024.
De acordo com o especialista, a orientação para quem encontrar um golfinho - ou outro animal marinho - no litoral do Espírito Santo é acionar o Projeto de Monitoramento de Praias (PMP/ES), gratuitamente, através do telefone 0800-039-5005.
"Todos os mamíferos com algum tipo de necessidade quando encalhados são atendidos pelo Projeto de Monitoramento de Praias (PMP) e depois encaminhados pelo Instituto Orca, onde passam por avaliação, estabilização, reabilitação e, quando vem a óbito, a necropsia para descobrir a causa morte", disse.

Fonte: g1

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