
04/04/2024
Incentivar a preservação do meio ambiente com conscientização e de forma criativa. Este é o objetivo do cartunista Leonardo Valença, de 49 anos. Apesar de trabalhar na área financeira, o tijucano sempre teve interesse pelos estudos oceânicos. Atualmente, Valença também trabalha com ativismo ambiental e colabora com o Greenpeace, entidade não governamental fundada no Canadá em prol da preservação do planeta.
Valença lançou seu primeiro livro em 2012, o “Almanaque ecológico do Lucas”. Recentemente, estreou o seu curta animado “O Abominável Plástico Marinho”. Para ele, a questão da poluição dos mares e oceanos é urgente.
— Atualmente, os oceanos têm recebido ameaças à sua sobrevivência, com o aumento da poluição, a pesca predatória e as mudanças climáticas. A vida marinha está em perigo, mamíferos e corais correm o risco de desaparecer do planeta. Acho que se faz necessária a criação de estratégias para minimizar isso, como a educação ambiental, visando à formação de cidadãos preocupados com a natureza, partindo do princípio de que é preciso conhecer para preservar — explica Valença.
Segundo o ativista, o livro é uma ferramenta poderosa na construção de cidadãos mais bem informados sobre assuntos relevantes na sociedade:
— Entre as diversas ferramentas que podem ser usadas, eu utilizo o livro. Eu fiz o “Almanaque ecológico do Lucas” em 2012 e depois eu produzi um outro livro de passatempos ecológicos, também do personagem. O curta que eu criei agora, esse da sereia Mari, é voltado para a questão do desenvolvimento da cultura oceânica. E esse vídeo também tem o objetivo de divulgar o meu trabalho nesses livros. Eu acho uma proposta bem interessante levar esse tema para o público infantil de uma forma lúdica e divertida — diz.
Ainda de acordo com o tijucano, o curta animado auxilia a tomar decisões responsáveis, já que os conteúdos mostram os prejuízos à natureza causados por ações inconsequentes.
— A animação da Mari visa a disseminar para as crianças a importância da biodiversidade marinha do nosso planeta. Dessa forma, elas serão capazes de tomar decisões informadas e responsáveis em relação ao oceano e a seus recursos, uma vez que os problemas, como a poluição do mar, se devem a escolhas individuais, como usar sacolas e embalagens plásticas — afirma.
Defensor da educação combinada com o entretenimento, Valença afirma que pretende continuar investindo no mercado audiovisual. No entanto, fala sobre as dificuldades no meio.
— A melhor maneira de educar é através de uma experiência atrativa e prazerosa, ou seja, com base naquele conceito que combina educação com entretenimento. Eu estou engatinhando ainda nessa área de animação; estou começando e percebo que requer bastante tempo. Com isso, muitas vezes, devido à correria do dia a dia, fica um pouco apertado, mas a gente sempre consegue conciliar e fazer um trabalho muito legal. Tenho interesse em seguir nessa área de audiovisual com essa temática ambiental, desenvolver mais animações e me aperfeiçoar — conta.
Fonte: O Globo
Instagram do autor: Leo Valença
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