
25/04/2024
Um tubarão-baleia foi avistado nas águas da Barra da Tijuca no feriado. Um vídeo postado nas redes sociais, nesta terça-feira (23), mostra nitidamente o animal e a reação de encantamento das pessoas ao redor. De acordo com especialistas, trata-se do maior peixe do mundo. Embora seja mais comum encontrar essa espécie em Pernambuco e no Espírito Santo, aparições no Rio de Janeiro não são raras.Conhecido por sua natureza dócil, o tubarão-baleia pode atingir até 20 metros de comprimento, sendo desaconselhada a interação para evitar qualquer estresse ao animal. O biólogo marinho Ricardo Gomes, diretor do Instituto Mar Urbano, saiu hoje em uma expedição nas águas da Barra da Tijuca em busca do espécime visto por banhistas.
Gomes ressalta a importância de celebrar avistamentos como esse, destacando que os tubarões-baleia são grandes atrativos do turismo de mergulho ao redor do mundo. O biólogo explica que ver um tubarão-baleia não é motivo para pânico: ele enfatiza que esses animais não representam ameaça significativa aos seres humanos, e que somos nós, na verdade, uma ameaça a eles, com milhões de tubarões sendo mortos anualmente.
— Cada vez que aparece um tubarão, ainda mais esse tubarão-baleia, o maior peixe do oceano ameaçado de extinção, é um motivo de muita comemoração. Tem gente que paga mais de mil dólares para mergulhar com eles num único dia, em Galápagos e na Indonésia — observa. — Os tubarões desempenham um papel crucial no equilíbrio dos ecossistemas marinhos, controlando as populações de outros peixes. Portanto, avistar um tubarão-baleia no Rio de Janeiro é um sinal positivo de recuperação do ecossistema marinho e uma oportunidade para promover o turismo subaquático na região. É importante não se deixar levar por notícias sensacionalistas e lembrar que a presença desses animais é motivo de celebração, sem representar riscos significativos para os seres humanos.
Ele enfatiza ainda a importância de estudos mais aprofundados a respeito do comportamento desses animais na região, ressaltando a necessidade de investimento em pesquisa para entender melhor seus hábitos e seu papel nos ecossistemas marinhos.
Gomes lembra também os impactos negativos da pesca excessiva e da degradação dos ecossistemas sobre os tubarões e raias, ressaltando a importância da conservação dessas espécies. E oferece a curiosos e amantes da natureza um guia gratuito sobre o tema, disponível para download no site do Instituto Mar Urbano.
Fonte: O Globo
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