
30/04/2024
De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), projetos solares fotovoltaicos ganham cada vez mais espaço no Brasil, com a fonte ultrapassando a marca de 42 gigawatts de potência instalada no país, sendo que 5 GW foram adicionados somente em. Essa potência equivale a capacidade de três hidrelétricas de Itaipu, com cerca de 14 GW.
Na geração distribuída (GD), modelo pelo qual a produção da eletricidade é feita pelo próprio consumidor, o país conta com 28,6 GW de potência instalada da fonte solar. Isso equivale, segundo a associação, a cerca de R$ 141,3 bilhões em investimentos e R$ 42,2 bilhões em arrecadação, desde 2012.
No Brasil, geração distribuída residencial chegou a 2 milhões de residências com painéis fotovoltaicos. Conforme a ABSOLAR, os telhados solares abastecem mais de 2,5 milhões de unidades, pelo compartilhamento de créditos de energia gerados para imóveis da mesma titularidade e na mesma área de concessão da distribuidora.
Já na geração centralizada, formada por grandes usinas solares que vendem sua produção elétrica em leilões do governo, são 13,4 GW de capacidade solar instalada. Desde 2012, os investimentos somam R$ 58 bilhões e R$ 19,6 bilhões em arrecadação.
A participação da fonte solar equivale hoje a 18% da capacidade instalada da matriz elétrica brasileira e a cerca de 10% da geração de energia no país.
De acordo com um estudo do Programa de Sistema Fotovoltaicos da Agência Internacional de Energia (IEA PVPS, na sigla em Inglês), o Brasil é hoje um dos 18 países do mundo em que a energia solar tem taxa de penetração superior a 10%. A taxa de penetração estima a contribuição da fonte para atender à demanda de eletricidade de cada mercado nacional, levando em conta o potencial de geração da capacidade instalada acumulada.
Segundo o levantamento, o número de países que superam o patamar de 10% dobrou em relação a 2022. No total, a energia solar contribuiu para atender a cerca de 8% da demanda elétrica global. Ao final de 2023, o país com maior nível de penetração da energia solar era a Espanha, com 21,1%. Holanda, Chile, Grécia e Austrália completam as cinco primeiras posições. O Brasil, com 10,5%, ficou em 17º, superando a China, líder global em capacidade instalada.
Fonte: CicloVivo
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