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Ambientalistas recriam viagem de Charles Darwin às Ilhas Galápagos

21/05/2024

Como em 1831, partiram do porto inglês de Plymouth para recriar a viagem pelo mundo do naturalista Charles Darwin. Agora em Galápagos, os expedicionários encontraram um arquipélago diferente daquele que deu origem à teoria da evolução das espécies no século 19.
A bordo do Oosterschelde, um barco restaurado de três velas que abriga o projeto Darwin200, cientistas e ambientalistas replicam desde agosto a jornada do pai da biologia moderna, que em 1835 chegou às ilhas em frente à costa do Equador.
Em uma homenagem ao trabalho de Darwin, a iniciativa científica, que foi planejada durante uma década, busca formar novos líderes conservacionistas.
Na embarcação viaja parte do DNA do naturalista inglês. A botânica Sarah Darwin, descendente direta, integra a equipe que chegou em 25 de abril à ilha San Cristóbal, a cerca de 1.000 km da costa continental equatoriana.
A cientista compara o estado do arquipélago que seu ancestral encontrou pouco depois de sua anexação ao Equador (1832), quando tinha pouca presença humana, com o território atual, protegido desde 1959 e considerado Patrimônio Natural da Humanidade.
"Acredito que provavelmente a principal diferença é que, você sabe, agora há pessoas trabalhando para proteger as ilhas", diz à AFP Sarah Darwin, de 60 anos.
Há séculos, as ilhas de flora e fauna únicas no mundo eram um centro de abastecimento para piratas que levavam as tartarugas gigantes que lhe dão o nome para se alimentarem. Depois, uma base militar dos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial.
Se Charles Darwin "pudesse voltar agora e ver os esforços que todos estão fazendo, tanto local quanto globalmente, para proteger essas ilhas extraordinárias e essa biodiversidade, acredito que ele ficaria realmente, realmente emocionado e impressionado", acrescenta a botânica, que carrega consigo um exemplar de "A Origem das Espécies" com suas frases favoritas sublinhadas.
De Galápagos, a joia da coroa na expedição de Darwin, o Oosterschelde partirá no domingo para continuar circunavegando o planeta até 2025, com escalas em Taiti, Nova Zelândia, Austrália e África do Sul, entre outros países.
Sarah Darwin visitou Galápagos pela primeira vez em 1995 com o objetivo de ilustrar um guia sobre plantas endêmicas. Depois, dedicou-se a estudar os tomates autóctones. Agora, ela acompanha, emocionada, os futuros cientistas inspirados em seu tataravô.
A bióloga aponta que há "belos paralelos" entre a viagem do Oosterschelde, uma escuna holandesa fabricada em 1917, e o HMS Beagle, que levou seu antepassado até Galápagos aos 26 anos. "Isto é um símbolo de aventura e é enormemente corajoso", afirma.
No Oosterschelde navegam jovens que estão se formando como ambientalistas e participam do projeto para constituir um grupo de 200 herdeiros do darwinismo que levante a voz a favor do meio ambiente quando o mundo enfrenta uma crise climática com secas, inundações e perda de biodiversidade. Em cada porto, novos entusiastas da ciência com mais de 18 anos se unem à iniciativa.
Com eles, "chegamos a lugares onde ele [Darwin] foi e seguimos seus passos, mas encontramos um mundo totalmente diferente depois de 200 anos. Este mundo mudou muito", comenta à AFP o holandês Rolf Schreuder, coordenador científico do projeto.

Conclua a leitura desta matéria Folha de S. Paulo

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