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Costa Rica proíbe zoológicos e envia animais para refúgio

23/05/2024

É possível encontrar na internet notícias de mais de 10 anos sobre o fechamento dos dois últimos zoológicos estatais da Costa Rica. Aclamada por protetores dos direitos dos animais, a polêmica decisão vinha enfrentando uma batalha legal e só agora teve desfecho favorável ao fechamento.
Oficialmente, o encerramento dos jardins zoológicos foi decretado por uma lei de proteção à vida selvagem aprovada em 2013. A lei proíbe a manutenção de animais selvagens em cativeiro patrocinado pelo governo. Entretanto, o zoológico estatal Simón Bolívar e o Centro de Conservação de Santa Ana permaneceram abertos. Isso porque a Fundação FundaZoo, que administrava ambos locais, entrou na Justiça para barrar a medida. Basicamente, o contrato estatal da fundação teve que expirar para o governo da Costa Rica recusar-se a renová-lo e assim cumprir a lei.
Onça-pintada, crocodilos, macacos-aranha e uma preguiça estão entre os quase 300 animais que foram transferidos para o Zoo Ave – Centro de Reabilitação da Vida Selvagem, nos arredores da capital San José. A saúde dos animais está sendo avaliada para determinar quais podem ser soltos na natureza – alguns estão em cativeiro há mais de 30 anos.
Em entrevista ao jornal La Nación, em 2013, o então ministro do Meio Ambiente, René Castro Castro, afirmou que a “regra de não usar gaiola” foi influenciada pela fuga do papagaio de estimação de sua avó. “Isso me impressionou muito porque pensei que havíamos cuidado bem dela, com comida e carinho – todas as coisas que nós, como humanos, pensávamos que ela gostava. No entanto, quando ela teve a chance, ela foi embora.”
O Ministério do Meio Ambiente e Energia é proprietário das terras do Zoológico Simón Bolívar e do Centro de Conservação de Santa Ana, logo, além dos animais, os territórios foram recuperados. Inclusive, foi sugerido que o local do agora antigo Zoológico Simón Bolívar seja transformado em um “pulmão verde no coração da capital”. A ideia é que o terreno se torne um jardim botânico público, mas tal uso ainda não foi confirmado.
Franz Tattenbach, ministro atual do Meio Ambiente e Energia, afirma que “o cativeiro só se justifica quando os animais não podem regressar à floresta devido a problemas físicos ou comportamentais que os impedem de viver em liberdade”. Em tais casos, o governo vai avançar no projeto de administrar santuários para animais que não podem retornar à natureza.
Outro ponto importante a ressaltar é que embora a lei tenha fechado todos os jardins zoológicos estatais na Costa Rica, a lei não se aplica aos 18 jardins zoológicos privados existentes que seguem operando no país.

Fonte: CicloVivo

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