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Tartaruga gigante na Praia da Barra e peixe de 100 quilos em Niterói: animais mortos chegam às praias e imagens viralizam

23/05/2024

Na manhã, desta terça-feira (21), por volta das 7h30, um grupo de surfistas encontrou a carcaça de uma tartaruga gigante nas areias da Praia da Barra, na altura do Posto 3. O grupo ficou impressionado com o tamanho do animal e gravou uma vídeo para as redes sociais. A postagem já tem mais de 95 mil visualizações.
— Questionamos o que pode ter acontecido com ela. Precisamos cuidar da vida marinha, é tão difícil vermos tartarugas deste tamanho... Não sabemos se foi um barco, rede de pesca, poluição do mar ou jet ski que a matou. Ela tinha alguns cortes pelo corpo— relata o professor de surfe Ariel Gioranelli.
Gioranelli conta que, na semana passada, um outro grupo de surfistas encontrou duas tartarugas mortas na areia, na altura do Posto 5.
— O mar esteve muito grande, de ressaca; não sabemos se isso influenciou elas terem aparecido. Acho que a ressaca também pode fazer com as redes de pesca se soltem, o que pode tê-las matado — diz.
Também nesta terça, por volta das 12h30, pescadores e mergulhadores encontraram um peixe com mais de 100 quilos na Praia da Boa Viagem, em Niterói. A remoção do animal também foi filmada e postada nas redes sociais.
— Os pescadores e mergulhadores disseram que ele deve ter boiado por conta da agitação do mar causada pela ressaca. Ou que talvez tenha entrado areia nas guelras por conta da movimentação do fundo do mar e, consequentemente, ele ficou sem oxigênio — conta o professor de natação Breno Fernandes Gomes, autor da filmagem.
Biólogo marinho e diretor do Instituto Mar Urbano, Ricardo Gomes diz que a tartaruga parece ser a cabeçuda. Sobre o peixe, acredita ser um cherne ou mero.
— As tartarugas podem ser impactadas de diversas formas. Ela pode ter se chocado com uma embarcação, ficado presa em uma rede ou ingerido plástico. Já o peixe pode ter tido morte natural. Ou pode ter sido uma pesca acidental — explica.
A Comlurb, companhia de limpeza que atua no Rio, informa que, antes de dar destino aos corpos de animais encontrados na praia, aciona um instituto de pesquisa para coleta de material para estudo. A companhia foi chamada pelo Projeto de Monitoramento de Praias Bacia de Santos para fazer a remoção do tartaruga.

Fonte: O Globo

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