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Curitiba terá parques alagáveis para reduzir enchentes

11/06/2024

Novos parques e ecodistrito alagáveis, que reforçam o conceito de “cidade-esponja”, vão ajudar a reduzir inundações em Curitiba, capital do Paraná. A inédita Reserva Hídrica do Futuro, que irá suprir a cidade com água em caso de estiagem prolongada, e um Hipervisor Urbano, que usa a inteligência artificial para prevenir problemas ambientais típicos de uma grande cidade estão entre as recentes iniciativas da Prefeitura de Curitiba para mitigar e se adaptar aos efeitos das mudanças climáticas.
A Pirâmide Solar de Curitiba, o programa 100 Mil Árvores e o Plano de Adaptação e Mitigação das Mudanças Climáticas de Curitiba (PlanClima), em 2018, também são exemplos de soluções que buscam conter o avanço do aquecimento global.
Curitiba propõe uma cidade com menos carros, consumo consciente de energia, ar mais puro, menos desigualdade social, menos resíduos em aterro, paisagem urbana preservada e inovadora, além do trânsito sob controle e valorização do transporte público. São iniciativas que aliam apoio ao crescimento econômico sustentável às pautas de impacto ambiental e social.
Esse conceito de sustentabilidade adotado por Curitiba a credenciou a conquistar o título de Cidade Mais Inteligente do Mundo de 2023. O prêmio, chamado World Smart City Awards, é concedido pela Fira Barcelona, da Espanha, responsável por organizar também os mais reconhecidos eventos de cidade inteligente do mundo.
Além das ações previstas no PlanClima, a Prefeitura de Curitiba tem realizado grandes obras para reduzir a possiblidade de enchentes em caso de chuvas intensas. Ao todo são 30 obras de macrodrenagem, sendo que 16 delas foram iniciadas e concluídas em um ano (2018). Neste momento, as obras ocorrem em seis bacias hidrográficas: rios Passaúna, Belém, Barigui, Atuba, Iguaçu e Ribeirão dos Padilha.
Outra ação cotidiana de prevenção de alagamentos da Prefeitura de Curitiba é a limpeza das galerias e caixas de captação das águas de chuva na cidade. O trabalho evita que a obstrução dos canos cause alagamentos em dias de chuvas fortes. As ações integram o programa Curitiba Contra Cheias da Secretaria Municipal de Obras Públicas.
A cidade ainda ganhará cinco novos parques que a Prefeitura de Curitiba com áreas verdes “alagáveis” que ajudam a preservar os recursos naturais para manter e melhorar a impermeabilização dos solos e assim reduzir o risco de inundações na cidade. A ideia é transformar a capital em exemplo de “cidade-esponja”.
O novo parque Colinas do Abranches, no bairro de mesmo nome, terá uma bacia de contenção de cheias e ficará perto do Parque São Lourenço para ajudar a melhorar a drenagem na região. O projeto já está em fase de licitação.
As mesmas funções de parque alagável terão o parque que será construído ao lado do Rio Barigui, no Bairro Novo da Caximba, e o parque que será implantado na primeira área na Reserva Hídrica do Futuro, no bairro Umbará, onde a Prefeitura já começou as obras.
Esses novos parques são espaços projetados especialmente para serem alagados com o excesso de água das chuvas. A ideia consiste em usar a capacidade natural dos lagos, árvores, arbustos, solo e galerias pluviais para permitir o escoamento da água para locais onde ela não cause maiores danos em áreas residenciais. Ao reter e reduzir a velocidade da água, esses parques alagam e se tornam temporariamente bloqueados para o uso dos cidadãos.
Já os parques São Francisco de Assis, no Taboão, e Manacá, na Barreirinha, serão áreas de preservação ambiental e dos recursos naturais, ajudando na melhor absorção das águas das chuvas e favorecendo a permeabilidade do solo.
Assim como os novos parques, a capital tem outros parques “alagáveis”: os parques Barigui, São Lourenço, Bacacheri, Tingui e Atuba. Os dois principais rios da cidade, o Barigui e o Belém, passam dentro dos parques Tingui, Barigui (Rio Barigui) e São Lourenço (Rio Belém) e o Rio Atuba no parque de mesmo nome.

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