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Panos de algodão orgânico geram renda para 300 famílias na Paraíba

27/06/2024

Imagine obter algodão orgânico e naturalmente colorido sem uso de aditivos químicos ou corantes. Isso não só é possível como já representa o sustento de diversas famílias no sertão da Paraíba, que realizam o cultivo agroecológico. A produção tem fins diversos, sendo um deles o abastecimento de marcas ecológicas, como é o caso da empresa positiv.a de produtos de limpeza e autocuidado.
A semente de algodão colorido foi desenvolvida pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) há 20 anos, levando em consideração as condições climáticas do semiárido de muito sol e pouca chuva. O fruto germinou e hoje gera alternativa de renda para os agricultores, além de contribuir para a preservação ambiental.
Nos últimos cinco anos, segundo a Embrapa, a produção de algodão orgânico na Paraíba registrou crescimento de 175%. Uma das empresas responsáveis por alavancar esse aumento da produção é a Santa Luzia Redes e Decoração, que produz artigos têxteis no estado, como redes de descanso e mantas para abastecer o mercado nacional e internacional. A partir da demanda da positiv.a, a companhia passou também a produzir panos de limpeza de algodão orgânico.
A compra da matéria-prima gera renda direta para cerca de 300 produtores locais, fortalecendo a agricultura familiar e o desenvolvimento econômico e social na Paraíba. Isso porque o algodão é produzido por agricultores em assentamentos rurais e quilombos.
No cultivo de algodão orgânico, os trabalhadores não lidam com produtos tóxicos, o que gera benefícios à saúde humana dos mesmos e à saúde do solo. “Nas nossas plantações, não são usados inseticidas, herbicidas, fungicidas e outros insumos químicos poluentes tanto para o solo quanto para a água”, afirma a companhia Santa Luzia em seu site.
O algodão colorido, de acordo com a Embrapa, ainda implica em uma economia de 87,5% de água no processo produtivo – quando comparado a um tecido similar da indústria convencional.
Outra vantagem direta aos pequenos produtores é o modelo de contrato de compra garantida.“Ao iniciar o cultivo do algodão, o agricultor já sabe por quanto vai vender sua produção e com um valor acima do mercado. Isso traz segurança para toda a comunidade.Também doamos as sementes, evitando custos. Toda essa dinâmica é parte da nossa responsabilidade social”, explica Armando Dantas Filho, CEO da Santa Luzia, parceiro da positiv.a.
O plantio do algodão é feito em consórcio com outros alimentos como feijão, milho e mandioca, entre outros, garantindo segurança alimentar.
Com certificação Ecocert, os panos de prato e de chão comercializados pela positiv.a são feitos com o algodão naturalmente colorido nas cores cru e marrom. A marca vende os panos em seu site por R$ 13,49 cada. “Panos tradicionais exigem alvejante para continuarem brancos e custam entre R$ 7 e R$ 8 a unidade. Nossos panos duram três vezes mais, ou seja, trata-se de uma economia de mais de 7 reais com impacto socioambiental positivo. Além disso, são muito bonitos”, explica Marcella Zambardino, Diretora de Impacto e sócia fundadora da positiv.a.
A marca também explica que da colheita do algodão até a produção dos panos nada é desperdiçado. O algodão colhido em rama é descaroçado e se transforma em pluma que, por sua vez, é convertida em fios de alta qualidade, essenciais na tecelagem e na fabricação do pano de algodão orgânico. Além disso, as ramas e os caroços são destroçados e utilizados para produzir uma espécie de torta que alimenta os animais no campo. Após o processo de tecelagem o tecido passa por etapas adicionais de corte, costura, etiquetagem e, finalmente, é enviado da Santa Luzia para a positiv.a.
A marca produziu a série documental “De Onde Vem” buscando dar protagonismo aos seus fornecedores parceiros, além de transparência aos consumidores. “Acreditamos que saber de onde vem seus produtos é o ápice de confiança que uma empresa pode dar aos seus usuários, além de ser super educativo e inclusivo”, conclui Marcella. Veja a série no YouTube da positiv.a.

Fonte: CicloVivo

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