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Adolescentes criam filtro para microplásticos com ondas sonoras

20/08/2024

Justin Huang e Victoria Ou, da cidade de Woodlands, no Texas, ainda estão no ensino médio, mas já estão encontrando soluções para um dos grandes desafios atuais: evitar que os microplásticos entrem no nosso corpo. Os dois desenvolveram um dispositivo exclusivo para a filtragem de água que usa uma parede de som capaz de partículas de microplástico, retirando-as da água corrente.
Em testes de laboratório, a força acústica das ondas sonoras de alta frequência removeu entre 84% e 94% das partículas de microplástico suspensas em uma única passagem. A invenção rendeu aos jovens um prêmios em dinheiro que eles estão investindo no aperfeiçoamento da invenção.
Victoria e Justin apresentaram seu trabalho na Feira Internacional de Ciências e Engenharia Regeneron (ISEF) realizada em Los Angeles e ganharam o Prêmio Gordon E. Moore por Resultados Positivos para Gerações Futuras, no valor de US$ 50.000. Eles também conquistaram o primeiro lugar na categoria patrocinada pelo Google, Ciências da Terra e do Meio Ambiente.
“Este é o primeiro ano que fazemos isso”, Huang disse, após receber o prêmio. “Se pudéssemos refinar isso usando mais equipamentos profissionais e um laboratório em vez de testar em casa, poderíamos realmente melhorar nosso dispositivo e deixá-lo pronto para fabricação em larga escala.”
Infelizmente cientistas encontram partículas de plástico em todos os lugares em que procuram – das algas das águas geladas dos polos da terra, passando pela comida, peixes, chuva e nos órgãos do nosso corpo. Nós respiramos e ingerimos microplásticos, pelo ar, alimentos e água.
Com ondas sonoras ultrassônicas que se movem livremente pela água, os adolescentes conseguiram capturar até 94% dos microplásticos, empurrando-os para longe do ponto de saída da água.
O dispositivo tem o tamanho de uma caneta e é mais eficientes que outras soluções que usam ondas sonoras para retirar microplásticos de águas residuais ou água potável. para lidar com microplásticos em águas residuais e água potável.
“Essa é uma abordagem bem nova. Encontramos apenas um estudo que tentava usar ultrassom para prever o fluxo de partículas na água, mas ele ainda não as filtrou completamente”, explica Justin.
Ao desenvolver seu dispositivo, a dupla visitou estações de tratamento de águas e perguntou como elas regulamentavam os microplásticos e descobriram que não havia regulamentações sobre este poluente.
Neste cenário, os estudantes acreditam que sua tecnologia poderia ser usada em estações de tratamento de águas residuais, além de plantas têxteis industriais e fontes de água rurais. Em uma escala menor, ela poderia filtrar microplásticos em máquinas de lavar e até mesmo em tanques de peixes.

Fonte: CicloVivo

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