
21/05/2012
Os extremos climáticos nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, que enfrentam cheia e seca recordes, respectivamente, estão desafiando os cientistas. Apenas nos últimos 07 anos, a Bacia Amazônica registrou as 02 maiores estiagens da História, em 2005 e 2010, e as 02 maiores inundações, em 2009 e em 2012. Na última 5ªF 17/05, o Serviço Geológico do Brasil, conhecido como CPRM, informou que o nível do Rio Negro subiu mais 03 centímetros, chegando aos 29,80 metros. Enquanto isso, o semiárido nordestino viu muito pouca chuva cair na última estação úmida, encerrada no mês passado, e agora a maior parte de seus 25 milhões de habitantes distribuídos em 1,1 mil municípios encara a perspectiva de ter que esperar até o início do ano que vem por mais água vinda do céu.
Segundo os especialistas, as causas pontuais destes 02 eventos extremos são relativamente fáceis de serem apontadas. No caso da cheia da Bacia Amazônica, ela ainda estaria ligada ao fenômeno conhecido como “La Niña”, uma redução da temperatura da superfície na faixa equatorial do Oceano Pacífico que provoca mais chuvas na região. Apesar de a Organização Mundial de Meteorologia (WMO, na sigla em inglês) ter declarado seu término esta semana, a influência da “La Niña” fez aumentar a precipitação em dezembro, janeiro e fevereiro na parte Oeste do Norte da América do Sul. Agora, toda essa água já desceu os Andes e as calhas dos rios afluentes, elevando o nível do Rio Negro.
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