
22/05/2012
Com uma frota que triplicou em 20 anos — foi de 838.521 para 2.529.432 — os veículos são os grandes vilões do ar que o carioca respira. Eles são responsáveis por nada menos do que 77% das emissões atmosféricas no Rio, segundo o último inventário feito pelo Instituto estadual do Ambiente (Inea). A rede de monitoramento e de informações sobre esses poluentes na capital, no entanto, deixa a desejar. O município, que tem 160 bairros, conta somente com 14 estações automáticas, que medem gases e partículas totais e inaláveis, e repassam informações on-line. A partir de medições das oito unidades operadas pela prefeitura, são elaboradas séries históricas curtas, já que quatro delas só começaram a funcionar em dezembro do ano passado. As outras seis, monitoradas pelo Inea e por indústrias, emitem boletins diários parciais, mas os dados consolidados mais recentes são de 2009.
— Os pesquisadores e a população não dispõem de séries históricas mais longas que estejam atualizadas. O último relatório do Inea sobre a qualidade do ar tem dois anos — lamenta o pesquisador William Wills, do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente da Coppe/UFRJ.
Num universo de poucas estações automáticas, quatro unidades do Inea não estão operando. As instaladas na Escola Tia Ciata, no Centro, e no Hospital Lourenço Jorge, na Barra, dependem de ligações de energia. As outras duas, prontas, aguardam a conclusão de obras físicas para serem colocadas no Engenhão e em Deodoro.
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