
24/05/2012
Os empregos verdes crescem e se espalham por diferentes setores e, principalmente, profissões. O mercado de trabalho não procura apenas gente ligada a áreas afins, como quem trabalha com reciclagem, engenheiros ambientais ou geólogos, mas também advogados, administradores, jornalistas e publicitários, por exemplo, especializados na questão da sustentabilidade.
Às vésperas da Rio+20, consultores apontam uma escassez de mão de obra qualificada com especialização em meio ambiente no Brasil. Enquanto isso, tanto a iniciativa privada quanto a esfera pública estão aumentando seu contingente de funcionários trabalhando especificamente no setor. Prova disso é a pesquisa recém-divulgada pela Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps), que revela que 26% das empresas do país pretendem ampliar o quadro de funcionários na área, este ano.
Segundo Peter Poschen, diretor do Departamento de Criação de Empregos e Empresas Sustentáveis da Organização Internacional do Trabalho (OIT), hoje existem cerca de três milhões de empregos verdes no Brasil, que correspondem a apenas 6,6% do total de postos de trabalho formais. Embora o país ainda esteja iniciando sua caminhada na área, diz ele, os empregos verdes já crescem mais rapidamente que os demais. Estudo da instituição registrou alta de 26,73% na oferta de empregos verdes no país, entre 2006 e 2010, enquanto o total de vagas formais subiu 25,35%.
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