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Startup brasileira cria poliuretano de base vegetal

08/10/2024

O poliuretano é matéria prima para a fabricação de milhares de produtos, muito usados no mundo inteiro. Embalagens, revestimentos de paredes, peças de automóveis, solas de sapatos, colchões e travesseiros, pranchas de surf muitos outros itens usam essa espuma, em suas mais diferentes variações. O problema é que a base do poliuretano, o poliol, é tradicionalmente feito com combustíveis fósseis e, com isso, não se degrada e nem sempre pode ser reciclado.
A boa notícia é que é possível substituir o petróleo do poliol por óleos vegetais, principalmente o óleo de mamona. A solução foi desenvolvida pela LEAF, startup brasileira que criou um poliol feito com plantas que, além de ser de fonte renovável, é 100% biodegradável e consome carbono em sua fabricação, reduzindo significativamente a pegada ambiental dos produtos que usam o poliuretano como matéria-prima.
Um exemplo do uso do biopoliol é o travesseiro lançado pela Colchões Castor. O BioComfort usa a solução da LEAF e o resultado é um travesseiro com pegada de carbono três vezes menor que os convencionais. Formulado com a tecnologia Biovisco da LEAF, o novo travesseiro também é 100% reciclável e oferece a mesma qualidade e conforto dos produtos convencionais.
O investimento de R$ 2 milhões na Biovisco se justifica, uma vez que com a espuma é possível reduzir o impacto ambiental sem comprometer o conforto esperado pelos consumidores, com uma estrutura que proporciona a mesma durabilidade dos travesseiros tradicionais. A pegada de carbono do travesseiro BioComfort® é de 1,70 Kg CO2 Eq/Kg, em comparação com os 5,0 Kg CO2 Eq/Kg de um travesseiro convencional.
“Embora a Castor já tenha um histórico de inovação sustentável em outros produtos e até mesmo em seus processos e produção industrial, o BioComfort é o primeiro travesseiro totalmente focado no viés de sustentabilidade ambiental. Ele marca uma nova era para a nossa empresa, mostrando que é possível criar produtos de alta qualidade e, ao mesmo tempo, cuidar do meio ambiente.” – comenta Hélio Antonio Silva, CEO da Colchões Castor.
O lançamento oficial do BioComfort está marcado para o dia 8 de outubro, na feira do setor hoteleiro, Hotel Trends ESG 2024. Disponível em diferentes tamanhos, a venda do produto terá como foco inicial o mercado de hotelaria e em seguida irá para o varejo. A ideia é que o BioComfort tenha o nível de preço similar ao dos produtos convencionais.
Além do uso da espuma ecológica da LEAF, a capa do travesseiro é feita de tecido orgânico, reforçando o compromisso da com a sustentabilidade. O produto é 100% reciclável, promovendo um ciclo de vida mais sustentável.
“Estamos muito orgulhosos da parceria com a Castor. Juntos, conseguimos desenvolver o travesseiro BioComfort, que não só oferece conforto superior, mas também representa um avanço significativo em termos de impacto ambiental. A tecnologia Biovisco é o resultado de mais de um ano de desenvolvimento dedicado, e acreditamos que ela pode transformar a forma como a indústria de conforto e bem-estar vê a sustentabilidade, oferecendo uma alternativa viável e de alta qualidade aos materiais tradicionais”, assegura Jesse Mela, CEO da LEAF.
Tradicionalmente, os polióis, insumos básicos para a fabricação de espumas de poliuretano, são derivados do petróleo, e isso naturalmente resulta em significativas emissões de gases de efeito estufa durante seu processo de produção. Já o biopoliol da LEAF, produzido a partir de fontes renováveis de matéria-prima, não só reduz essas emissões, como também captura carbono da atmosfera.
Segundo a LEAF, cada tonelada desse biopoliol retira 730 kg de CO2e do meio ambiente, enquanto a produção de poliol à base de petróleo emite, em média, 3.900 kg de CO2e por tonelada, conforme atestado pela Société Générale de Surveillance (SGS).

A matéria completa pode ser lida no CicloVivo

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