
25/05/2012
A edição do jornal O Globo do dia 21 de maio trouxe 02 opiniões opostas sobre a relação entre energia nuclear e meio ambiente.
Equilíbrio, opinião do jornal
O desastre com os reatores de Fukushima, causado pelo terremoto e tsunami de março do ano passado, abalou a indústria nuclear, e muitos países, inclusive o próprio Japão, colocaram sob suspeição o uso de fonte nuclear para a produção de energia. Desdobramento compreensível, pois, no mínimo, era necessário entender o que provocara, nas minúcias técnicas, a perda de controle do complexo de usinas. Vários planos de expansão de geração termonuclear foram revistos no mundo, inclusive no Brasil, com a postergação de algumas unidades previstas para até 2020. Estabeleceu-se um novo prazo, para dez anos mais adiante (2030).
Irracionalidade, opinião de Ricardo Baitelo, doutor em planejamento energético e trabalha na campanha de clima e energia do Greenpeace, e de Sérgio Leitão, diretor da organização
A iniciativa do governo de adiar a construção de quatro reatores para depois de 2021, considerando a abundante oferta de energia eólica e hidrelétrica do País, abre espaço para o Brasil abandonar a opção nuclear. E deixa o Rio de Janeiro, o estado que mais depende desse tipo de energia, livre para exigir de Brasília fontes renováveis para movimentar a sua economia.
Saiba dos comparativos, acessando o Jornal da Ciência
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