
01/06/2012
A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram no dia 29/05, a 7ª edição do Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Realizado desde 1985, o novo mapa conseguiu analisar dados de 93% do bioma. Não foi possível colher dados de parte da Região Nordeste porque a incidência de nuvens prejudicou o estudo, feito por satélite.
Minas Gerais e Bahia destacam-se como os estados que mais desflorestaram o bioma. Minas, que já contou com 27,2 milhões de hectares de Mata Atlântica, hoje tem apenas 3 milhões. Na Bahia, a situação também foi considerada triste: dos 18,8 milhões de hectares de cobertura original, sobraram pouco mais de 2,4 milhões.
O Rio, que já liderou o ranking de desmatadores, é agora elogiado pelos coordenadores do Atlas: aparece como oitavo estado que mais desflorestou, entre os dez analisados. De 2010 para 2011, os municípios fluminenses derrubaram 92 hectares de Mata Atlântica — índice considerado modesto, se comparado, por exemplo, aos 140 mil hectares perdidos entre 1990 e 1995.
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