
01/06/2012
A Mata Atlântica no Nordeste, sobretudo na região acima do Rio São Francisco, já dá sinais de colapso. O porte das árvores vem diminuindo, assim como a variedade de animais e de plantas. O empobrecimento da biodiversidade reduz a capacidade da floresta prestar os chamados serviços ambientais, entre eles a preservação das fontes de água e o sequestro de carbono. De acordo com pesquisadores do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan) e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o problema é resultado direto da perda de cobertura vegetal. Do pouco que restou, 90% ficam em pequenos retalhos isolados, impedindo as interações entre plantas e animais necessárias para a sobrevivência do ecossistema.
Nesta região, a floresta atlântica, uma das mais ameaçadas do planeta, tem características únicas, explica o pesquisador Severino Ribeiro, diretor de Projetos do Cepan. Cerca de 80% de sua área são considerados de alta importância ambiental.
Restam apenas cerca de 10% da cobertura original e aproximadamente 90% do remanescentes estão em “ilhas” com menos de cem hectares. O maior pedaço de floresta contínua mede apenas 3.500 hectares. Além disso, as terras nas quais ainda há florestas pertencem, na sua grande maioria (90%), a propriedades particulares.
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