
14/06/2012
Entre ganhar e perder, Paul Singer prefere ficar com o empate. Não se seu time de coração estiver jogando, mas sim no âmbito econômico. Um dos grandes difusores da chamada economia solidária no Brasil, Singer, secretário de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, participou ontem (12) do painel ´Produção e Consumo Sustentáveis´, do Ciclo de Debates do Ministério do Meio Ambiente (MMA) Rumo à Rio+20, que está sendo realizado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Singer alertou para o fato de o mundo contemporâneo viver uma "competição constante", onde o "consumo está relacionado ao êxito", tendo uma relação direta com a avidez por comprar "a última novidade", invariavelmente mais cara. "A racionalidade do consumidor é aproveitada para condicionar seu comportamento. E a publicidade tem um papel enorme nisso", lembra.
O economista destaca que a economia solidária, um caminho afinado com as ideias que serão discutidas na Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, "não surgiu de uma necessidade ambiental", já que funcionava em cooperativas criadas na Inglaterra e França no século XIX.
"A economia solidária não conhece valor de troca, não conhece lucro, não há desigualdade nela", ressalta. Otimista com a conferência, Singer acredita que "o mundo nunca foi democrático" e destaca a presença na Rio+20 de "chefes de Estado que foram eleitos", pontuando que atualmente está ocorrendo "uma nova revolução industrial extremamente benéfica".
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