
18/06/2012
Uma mulher morre hoje, a cada 02 minutos, vítima de complicações de parto. A violência contra as mulheres continua a ser um mal epidêmico. As mulheres ganham menos do que os homens para fazerem o mesmo trabalho e continuam a ser subrepresentadas nas políticas públicas, já que menos do que dez chefes de estado e governo, menos do que um em cada cinco parlamentares e menos do que 4% dos executivos das maiores empresas mundiais são mulheres. Embora já no relatório Nosso Futuro Comum, escrito em 1987 sob o comando da ex-primeira ministra da Noruega Gro Brundtland, se chamava a atenção para a importância do papel das mulheres no desenvolvimento sustentável, este ainda é o quadro descrito hoje pela ex-presidente do Chile e subsecretária-geral e diretora da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, durante uma entrevista coletiva que concedeu junto a Gro Brundtland, enviada especial da ONU para mudanças climáticas.
A necessidade de se dar mais poder e informação às mulheres foi o tema central da entrevista. Elas devem ser não só a força motriz da economia mundial, como também deveriam ter informação e liberdade, já que está nas mãos delas a decisão de aumentar ou não suas famílias. Com o apoio da presidente Dilma Rousseff, a ONU Mulheres vai organizar nesta terça-feira uma pequena cúpula de mulheres e, na quinta-feira, dia 21, uma Conferência de Mulheres Líderes.
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