
29/06/2012
O Aeroporto Internacional Tom Jobim tem uma área de 17 quilômetros quadrados, e quase a totalidade deste território é contornada pela Baía de Guanabara. O que poderia ser um privilégio para o Galeão, rodeado de paisagens naturais, é, na verdade, um tormento. A cada maré, grande quantidade de lixo se acumula nas margens do aeroporto, o que, além de criar um cenário de degradação, ainda pode representar risco às aeronaves, devido ao aumento do número de aves e até de objetos na pista. Mas de quem é a responsabilidade pela coleta do entulho acumulado? A pergunta fica no ar.
— A região, em tese, é da Infraero. Mas a margem fica indefinida neste contexto. Não há um entendimento sobre a responsabilidade do resíduo que vem da maré da Baía de Guanabara — afirmou Fued Abrão Júnior, coordenador de meio ambiente da Infraero.
De acordo com Fued, trechos das margens são limpos “de tempos em tempos” pela Infraero, mas não há uma periodicidade. O entulho é retirado, por exemplo, quando é feito o aparo da grama do entorno do Galeão, que, segundo o órgão, ocorre duas vezes por mês. A empresa Sanetran Saneamento Ambiental S/A tem a concessão do serviço de coleta do aeroporto e recolhe mensalmente cerca de 16 toneladas de lixo. Mas o contrato não abrange o recolhimento do entulho das margens da baía.
— É um lixo que não é gerado dentro do aeroporto. Imagine internalizar todo o custo de coleta e descarte correto disso — afirmou Fued.
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