
17/07/2012
Elas são mais comuns nas muitas regiões do país onde a rede pública de tratamento de esgoto ainda não chegou. Mas já começam a surgir, também nas grandes cidades, casas com estações próprias para tratar seus detritos que incluem um sistema de reaproveitameto da água. O espaço utilizado por elas é bem pequeno: cerca de quatro metros quadrados. E o melhor, os custos nem são tão altos assim. Com cerca de R$ 6 mil é possível construir uma ETE (estação de tratamento de esgoto) em uma casa de três quartos com cinco moradores.
— Estima-se que cerca de 30% a 40% do que é consumido em água numa residência poderia ser não-potável. Se a água tratada pela ETE for utilizada para estes fins, a economia chega a 30% — destaca Daniel Xavier, diretor comercial da Rotogine Saneamento Ambiental, uma das empresas que fornecem esse tipo de estação.
Segundo Xavier, 95% das pessoas que têm ETEs em casa estão em áreas sem rede pública e a maioria não incluiu o sistema de reaproveitamento:
— Ainda existe muito preconceito e receio com a qualidade da água de reutilização. Os sistemas mais populares, de fossas negras, realmente não podem ser usados para reaproveitamento. Mas existe também uma questão cultural. Sempre investimos mais em redes e elevatórias para mandar o esgoto para longe das moradias do que na qualidade do tratamento. E, para ser sustentável, é preciso resolver a questão na origem, diminuindo a geração do esgoto ou reaproveitando-o.
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