
20/07/2012
Implantado em 1976 e fechado no fim de junho passado, o Aterro Sanitário de Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, baixada fluminense, continua sendo uma ameaça ao ambiente. Por conta dos 36 anos de lançamento ininterrupto do lixo da região metropolitana por lá, baseado num relatório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), o Ministério Público Federal (MPF) em São João de Meriti move ação civil pública com pedido de liminar exigindo o monitoramento rigoroso do aterro.
Os alvos do MPF são a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) do Rio, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a concessionária Novo Gramacho Energia Ambiental S/A, cuja função é justamente identificar possíveis vazamentos de chorume nas águas do mar.
A ação foi motivada por vistorias que identificaram falhas no monitoramento da parte hídrica, uma vez que a coleta de amostras da água é feita já na Baía de Guanabara, e não nos lençóis freáticos subterrâneos e no trecho entre o fim do aterro e a faixa de manguezais. Por essa razão, o procurador da República Renato Machado pede que os réus implementem monitoramento contínuo e rigoroso do chorume bruto e tratado para se avaliar a eficiência da redução da poluição.
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