
20/07/2012
Pesquisadores da Universidade de Stanford afirmam que o contato com material radioativo que vazou após tsunami afetar usina nuclear, em 2011, deverá atingir até 2,5 mil pessoas e matar prematuramente até 1,3 mil.
Contrariando avaliações de que o acidente nuclear de Fukushima não afetaria a saúde da população local, pesquisadores da Universidade de Stanford concluíram que entre 24 e 2,5 mil pessoas provavelmente desenvolverão câncer pelo contato com o material radioativo vazado no desastre. Além disso, entre 15 e 1,3 mil pessoas devem morrer prematuramente em decorrência da doença.
A grande maioria dos casos ficará concentrada no Japão, com poucas ocorrências previstas no restante da Ásia e na América do Norte. Para John Ten Hoeve, pesquisador do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental de Stanford, o número de casos no resto do mundo é relativamente baixo e a estimativa serve apenas para "administrar o medo em outros países de que o desastre possa ter tido um alcance mundial".
O acidente foi precipitado por um terremoto de magnitude 8,9 na escala Richter que atingiu o Japão no dia 11 de março de 2011. O tremor levou à formação de um tsunami que inundou quatro dos cinco reatores na usina de Fukushima Daichii.
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