
31/07/2012
Tempestades de verão nos Estados Unidos têm levado ao aumento muito elevado da quantidade do vapor d’água na atmosfera, promovendo uma cascata de reações químicas que podem representar uma ameaça maior para a camada de ozônio da Terra, o que vai colaborar para o aquecimento climático, informou a Nature. James Anderson, químico atmosférico da Universidade de Harvard em Cambridge, Massachusetts, e seus colegas fizeram a descoberta ao investigar as origens da alta altitude das nuvens cirrus — finas formações que cobrem o céu e aprisionam o calor, contribuindo para o efeito estufa.
A equipe de Anderson esperava ver tempestades de verão provocando o surgimento das nuvens cirrus ao bombear o vapor de água até uma altitude média de cerca de 14 quilômetros. Em vez disso, os investigadores relataram que cerca de metade das tempestades que eles estudaram foram responsáveis pelo vapor nas altitudes entre entre 15 e 20 quilômetros.
— Nós ficamos chocados — diz Anderson. — Tempestades do Centro-Oeste são muito mais capazes de injetar vapor de água na estratosfera do que se pensava.
Há implicações significativas para o ozônio estratosférico, que protege a Terra da radiação ultravioleta. Ele pode ser destruído por reação com cloro e água — e as taxas dessas reações são reguladas principalmente pela temperatura e pela presença de vapor d’água. Se, como esperado, a atividade da tempestade aumenta devido ao aquecimento global, diz Anderson, a proporção de água na estratosfera irá aumentar, conduzindo à destruição do ozônio estratosférico — e a um aumento na quantidade de radiação ultravioleta que atinge a Terra.
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