
02/08/2012
Após três horas de reunião, governo e integrantes do Quilombo Rio dos Macacos (BA) não chegaram a um consenso sobre a posse da terra reivindicada, na Justiça, pela Marinha e pelos moradores. Outra reunião foi marcada para meados de agosto e, até lá, o governo garantiu que não haverá ações de reintegração de posse.
A Advocacia-Geral da União (AGU) se comprometeu em fazer uma nova petição para suspender a reintegração de posse. "Em 15 dias, vamos voltar a dialogar", disse a ministra da Secretaria de Políticas para Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, ao sair do encontro.
Além disso, na reunião, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Carlos Guedes, informou aos quilombolas que dará ciência a eles do teor do relatório produzido pelo órgão na Bahia. Esse relatório reconhece que a terra é remanescente de escravos.
O documento já foi concluído pelo Incra, mas não chegou a ser publicado no Diário Oficial da União e no Diário Oficial do Estado, medida que daria valor legal ao estudo. Na reunião, os quilombolas também concordaram de tratar da publicação na próxima conversa com o governo.
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