
02/08/2012
A Ceitec, empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), finalizou no mês de julho as primeiras lâminas de silício em sua fábrica em Porto Alegre. A etapa vencida faz parte da transferência de tecnologia de fabricação XC06 para produção do Chip do Boi, primeiro produto "de prateleira" da empresa.
Trata-se de um dispositivo avançado de identificação por radiofrequência (RFID) projetado para identificação animal e que será inserido em um sistema de ponta de rastreamento de gado. É o primeiro chip desenvolvido pela fábrica da Ceitec e o primeiro dispositivo do gênero a ser produzido em volume no País.
O Chip do Boi funciona como identidade eletrônica do animal, armazenando dados sobre nascimento, vacinas e manejo, entre outras informações. Antes dele, o pecuarista tinha duas opções para rastreabilidade: o brinco óptico com números e o brinco com código de barras, mas ambas apresentam dificuldades que afetam sua confiabilidade. No chip óptico um peão tem que ditar para outro o número que está escrito no brinco, a informação é anotada e passada depois para o computador na sede da fazenda. Já o brinco com código de barras só pode ser lido se ele estiver limpo, sem sujeiras como barro, e se o animal mantiver a cabeça parada. O brinco com o Chip do Boi pode ser lido com o gado em movimento e as informações vão diretamente para o software no computador da fazenda por bluetooth, wi-fi ou cabo. A previsão de demanda doméstica para o Chip do Boi supera 1,5 milhão de unidades para 2012, com taxa mínima de crescimento esperado de 10% ao ano na próxima década.
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