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Seguros residenciais precisam considerar desastres naturais, diz cientista de resseguradora

25/11/2025

Uma resseguradora é aquela empresa que segura uma seguradora. No setor, essas empresas são as últimas de uma cadeia que vive do risco, sobretudo aqueles envolvendo desastre naturais, como as secas e inundações que atingiram o Brasil nos últimos anos.
Entre as principais resseguadoras do mundo está a alemã Munich Re, que no ano passado faturou mais de 60 bilhões de euros. A empresa tem hoje um time dedicado a avaliar o impacto das mudanças climáticas em seus negócios, liderado pelo cientista Tobias Grimm.
Ele veio ao Brasil para participar da COP30, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas. No país, uma de suas metas é aumentar o número de ativos cobertos por seguros que abrangem desastres naturais; hoje, apenas 10% das perdas são cobertas, contra uma média de 61% no mundo.
No ano passado, os desastres naturais geraram perdas econômicas de US$ 320 bilhões em 2024 e US$ 131 bilhões até a metade de 2025, sendo 44% e 61%, respectivamente, cobertas por seguros. De acordo com Grimm, o volume de perdas, que têm crescido nos últimos anos, tem mais a ver com a habitação de locais de alto risco antes não habitados do que a intensificação, de fato, do aquecimento global.

🎤​ Como o Brasil está inserido no mercado de seguradoras e resseguradoras?

O que chama mais atenção é o mercado de catástrofes naturais. Isso é, naturalmente, um mercado global e, no Brasil, ainda estamos nos estágios iniciais, eu diria.
A porção daqueles que estão segurados das perdas ainda é menor no Brasil e, em média, cerca de 90% das perdas por catástrofes naturais não são seguradas no país. Isso significa que, se você tiver uma perda por uma inundação ou por uma tempestade, você precisará arcar com isso sozinho ou precisará pedir ao governo para reembolsá-lo, o que geralmente não acontece.

🎤​ Segundo levantamento da Munich Re, os desastres naturais geraram perdas econômicas de US$ 320 bilhões em 2024 e US$ 131 bilhões até a metade de 2025, sendo 44% e 61%, respectivamente, cobertas por seguros. Essa média é considerada alta pelo setor ou ainda há espaço para crescimento?
61% é um número bastante alto. E isso se deve ao fato de que neste ano vimos a maioria das perdas, muito mais do que na média, nos EUA. Metade de todas as perdas seguradas foi provocada pelo incêndio florestal de Los Angeles em janeiro, que custou cerca de US$ 40 bilhões para a indústria de seguros, e depois tivemos uma série de tempestades severas nos EUA, e esses tipos de eventos geralmente são bem cobertos.

Leia a entrevista completa acessando a Folha de S. Paulo

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