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Caravelas-portuguesas aparecem em praias do Rio; biólogo ensina o que fazer em caso de queimaduras

09/12/2025

Apesar de chamarem atenção pela beleza, com tons de roxo e azul que lembram um arco-íris, as caravelas-portuguesas não são inofensivas para os seres humanos: causam queimaduras bem mais graves que as provocadas pelo contato com águas-vivas. Nos últimos dias, organismos deste tipo foram encontrados nas areias das praias da Barra da Tijuca e do Recreio, na Zona Sudoeste do Rio, e na praias de Ipanema e do Leblon, na Zona Sul da cidade, gerando curiosidade e apreensão entre os banhistas.
Embora esteja no filo dos cnidários, o mesmo das águas-vivas, as caravelas-portuguesas não são um único organismo, mas um conjunto de organismos com funções diferentes. As Physalia physalis (nome científico) foram apelidadas de caravelas porque na parte superior têm uma bolsa gelatinosa que flutua na água, e seu formato lembra as velas das antigas embarcações.
O biólogo marinho Ricardo Gomes, presidente do Instituto Mar Urbano, explica quais cuidados as pessoas precisam ter com esse organismo, e o que fazer caso seja picado por uma caravela portuguesa.
— A queimadura da caravela produz uma dor intensa, maior do que da água-viva, e uma sensação de choque elétrico. Depois, é possível ver marcas vermelhas na pele. É importante que as pessoas mantenham uma distância segura desses organismos, mesmo que eles estejam aparentemente mortos nas areias das praias, pois é possível que ainda assim os tentáculos continuem liberando toxinas venenosas ao contato com a pele humana.
O biólogo esclarece que não adianta jogar água doce, vinagre ou urina sobre o local da queimadura, apenas molhar a região com água do mar. Em seguida, é aconselhável procurar atendimento médico ou um posto de salva-vidas.
Uma caravela-portuguesa tem uma vida curta. A colônia costuma durar cerca de um ano: ela se forma, cresce, se reproduz e depois se desfaz. No Brasil, elas podem aparecer em toda a costa, mas são mais comuns nas águas quentes do Nordeste. Já no Sudeste e no Sul, surgem em momentos específicos, quando os ventos e as condições do mar acabam trazendo esses organismo para perto das praias.
— Tivemos fortes ventos do quadrante leste e sudeste recentemente, além da passagem de um ciclone. Esses ventos também trouxeram água da ressurgência de Arraial do Cabo, então, elas podem ter aparecido por isso — explica Gomes.
Segundo ele, caravelas-portuguesas podem ser encontradas nas praias do Rio em qualquer época do ano:
— Como o próprio nome diz, é uma caravela, ou seja, é diretamente influenciada pelos ventos, então, se está ventando muito pode ser que elas parem por aqui. — É um evento que depende das correntes marítimas e das ações climáticas.
O biólogo marinho conta que as caravelas-portuguesas possuem um importante papel ecológico nos oceanos, principalmente para o equilíbrio da vida marinha na superfície dos mares.
— Elas são importantes predadoras de pequenos organismos, como larvas de peixes, e também servem de alimento para outras espécies, como a tartaruga de couro e os peixes baiacus.

Fonte: O Globo

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