
08/01/2026
Todos os olhos estão voltados para a implementação do novo imposto de carbono da UE (União Europeia) e da tecnologia de energia limpa em 2026, em um teste crítico da disposição mundial para enfrentar as mudanças climáticas enquanto o presidente dos EUA, Donald Trump, continua seu esforço por um recuo global.
Com 2025 previsto para se classificar entre os anos mais quentes já registrados, empresas e países fora dos EUA enfrentam o desafio de passar da criação de metas e regulamentos para colocá-los em prática.
Jules Kortenhorst, copresidente da Energy Transitions Commission, disse: "A transição energética está em um ponto de inflexão —não de possibilidade, mas de política e implementação".
Aqui estão alguns dos momentos-chave para a ação climática em 2026.
👉🏽 CBAM entra em vigor
O imposto de carbono de fronteira da UE (conhecido pela sigla, em inglês, CBAM), que entrou em vigor em 1º de janeiro para certos setores de alta emissão, como cimento e aço, desafiará as relações comerciais.
Enquanto alguns países em desenvolvimento afirmam que isso aumentará os custos, restringirá o comércio e dificultará sua capacidade de desenvolver suas economias, os defensores do imposto dizem que ele já está estimulando os principais países exportadores a considerar seus próprios preços de carbono.
A UE afirma que criará condições equitativas para as empresas europeias, garantindo que quaisquer bens importados sejam produzidos com os mesmos padrões verdes ou que enfrentem um custo adicional. A Turquia está entre os países que planejam implementar um sistema de negociação de licenças de carbono.
Bruxelas também planeja implementar uma série de outros regulamentos e estratégias verdes ao longo de 2026, incluindo para aquecimento e refrigeração, bem como uma revisão de seu principal esquema de comércio de emissões em junho.
👉🏽 Boom de energia solar e armazenamento
Em muitas partes do mundo, a implantação de projetos de baterias e energia solar em larga escala deve continuar em ritmo acelerado.
Alguns projetos a serem observados em 2026 incluem o maior da África, Obelisk, de 1,1 GW, no Egito, com as primeira e segunda fases previstas para serem comissionadas ao longo do ano.
A primeira fase do projeto Terra Solar, nas Filipinas, que deverá fornecer 3.500 MW de energia solar e 4.500 MWh de armazenamento em bateria, tornando-o um dos maiores do mundo, também deve iniciar operações em 2026.
Apesar das pressões persistentes, grandes projetos eólicos também devem ser concluídos neste ano. Estes incluem o parque eólico offshore Borkum Riffgrund, de 913 MW, da Ørsted, na Alemanha, que deverá estar totalmente operacional durante o primeiro trimestre de 2026.
O parque eólico offshore Sofia, de 1,4 GW, no mar do Norte, no Reino Unido, também está a caminho de estar comercialmente operacional em setembro de 2026 e é considerado o primeiro parque eólico britânico com pás recicláveis.
Veja os outros dois momentos-chave acessando a Folha de S. Paulo
Caravela-Portuguesa aparece nas praias de Itaúna e no Boqueirão, em Saquarema
29/01/2026
Espécies oceânicas surgem na Lagoa de Araruama; especialista explica fenômeno após aparição inusitada de tubarão
29/01/2026
Curso gratuito de design sustentável tem foco na reciclagem de plástico
29/01/2026
Ilha inabitada mais distante da costa brasileira recupera vegetação após exterminar cabras que devastaram área verde
29/01/2026
Pólen quadruplica impacto ambiental em 2025
29/01/2026
Mundo gasta 30 vezes mais contra a natureza do que a favor
29/01/2026
