
28/08/2012
O Plano de Gestão de Risco e Resposta a Desastres Naturais, lançado pela presidente Dilma Rousseff com previsão de R$ 18 bilhões para operar nos três primeiros anos, vai investir mais de R$ 1 bilhão na infraestrutura de previsão da secas, seus impactos na sociedade e o aumento da resiliência da população. A maior parcela será aplicada em obras, informou em 23/08, em Fortaleza, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Carlos Nobre, no lançamento da Segunda Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas sobre Combate à Desertificação (UNCCD), no Palácio Iracema, sede do governo cearense.
O ministro Marco Antonio Raupp, do MCTI, anunciou, na ocasião, que o Plano de Gestão de Risco vai operar no Ceará por meio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme). A aplicação da meteorologia na previsão de chuvas para a distribuição de sementes selecionadas, utilizada no Ceará desde a década de 80, foi citada por ele como exemplo de contribuição da ciência e tecnologia para mitigar os problemas das regiões secas, 40% do planeta, onde vivem mais de dois bilhões de pessoas.
O pouco conhecimento da influência da temperatura do Oceano Atlântico na estação de chuvas foi apontado como fator limitante da previsão da estação de chuvas pelo presidente da Funceme, Eduardo Sávio Martins Rodrigues. O ministro anunciou que será instalado no Ceará um Centro de Pesquisas Oceanográficas do MCTI que contratará pesquisadores, para estudo do Atlântico na faixa equatorial, entre outros temas, e outro no Rio Grande do Sul, que irá conhecer o Oceano no Sul.
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