
28/08/2012
Em balanço da Rio +20 realizado no final de agosto em São Paulo, a frustração pela falta de ações práticas e a fragilidade do documento final assinado pelos países contrastaram com o otimismo do grupo de cidades que forma a Rede C40. Pouco mais de dois meses após o evento, especialistas do País e do exterior reforçaram as mesmas preocupações no encontro organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
"Perguntavam para mim sobre o fracasso da Rio+20 antes mesmo de o evento acontecer. Mas é ingênuo achar que soluções complexas se resolvem em alguns eventos ou mesmo em uma década. O equacionamento das questões deve levar, pelo menos, mais dez anos", diz Paulo Artaxo, físico da USP e membro do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC).
Na opinião do pesquisador, o fato mais evidente foi a falta de governança por parte da ONU para implementar políticas globais. O evento no Rio, avalia Artaxo, não foi muito diferente de encontros anteriores realizados em cidades como Durban, na África do Sul, e Copenhague, na Dinamarca. "Em termos de visibilidade, as atuais ondas de calor nos EUA e na Europa têm muito mais impacto que qualquer evento como a Rio+20", afirma.
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