
04/09/2012
Grande parte do dinheiro que a Noruega prometeu dar ao Brasil para ajudar a preservar a Floresta Amazônica há quatro anos ainda está nos cofres de bancos do país escandinavo, esperando que projetos de qualidade sejam identificados para que os desembolsos possam ser realizados. Em 2008, o governo de Oslo prometeu US$1 bilhão ao Brasil para ajudar a frear o desmatamento.
Desde então, menos de 10% do dinheiro foi utilizado. Em entrevista, o ministro de Meio Ambiente da Noruega, Baard Vegar Solhjell, manda recado claro ao Brasil, justamente num momento de definição da política florestal. "Enquanto o Brasil mostrar resultados no combate contra o desmatamento, haverá dinheiro. Isso eu posso garantir. Há muito mais que podemos dar."
O país de pouco mais de 4 milhões de habitantes, que em poucas décadas se transformou em um oásis de prosperidade graças ao petróleo, decidiu usar parte dos recursos para frear o desmatamento na Amazônia, assim como no Congo e na Indonésia. Hoje, porém, o principal obstáculo para a liberação do dinheiro não é nem a indefinição sobre o Código Florestal nem a pressão pela diminuição de áreas protegidas - e sim a dificuldade de identificar projetos bem estruturados, que possam usar os recursos de uma forma eficiente e com resultados, condições impostas pelos noruegueses para liberar os recursos.
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