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Por que governo da Colômbia vai sacrificar 80 hipopótamos de Pablo Escobar

14/04/2026

Os quatro hipopótamos que o traficante Pablo Escobar levou para a Colômbia nos anos 1980 se transformaram em uma numerosa manada invasora.
Segundo o censo mais recente do Ministério do Meio Ambiente, em 2022 havia pelo menos 169. Sem uma política de controle populacional, estima-se que, até 2030, poderiam chegar a mais de 500, e em 2035 ultrapassariam mil.
Nesta segunda-feira (13/4), a ministra do Meio Ambiente, Irene Vélez, anunciou os planos do governo para reduzir a população de hipopótamos, que inclui o sacrifício de 80 animais da espécie.
Desde 2022, os hipopótamos na Colômbia são considerados uma espécie exótica invasora, o que significa que são vistos como uma ameaça aos ecossistemas e à biodiversidade nativa.
A ministra Vélez explicou que o crescimento descontrolado da população de hipopótamos, concentrada nas margens do rio Magdalena, contamina a água, afeta comunidades e coloca em risco espécies como o peixe-boi e a tartaruga de rio.
O hipopótamo é considerado um dos animais mais agressivos do mundo e representa um risco de ataque para pescadores e moradores da região.
De acordo com um estudo publicado na revista Animals (Animais, em português) em 2021, 87% dos encontros entre humanos e hipopótamos em Uganda, entre 1923 e 1994, foram fatais.
Sobre a decisão de realizar a eutanásia, a ministra afirmou: "Do ponto de vista científico, esta é uma ação necessária para reduzir a população".
O documento oficial assinado nesta segunda-feira destina 7,2 bilhões de pesos colombianos (cerca de R$ 10 milhões) para a redução da população de hipopótamos no país. Segundo a ministra, a expectativa é que a população seja reduzida em pelo menos 33 hipopótamos por ano.
O documento prevê duas formas para alcançar esse objetivo: a translocação (levar os hipopótamos para zoológicos e santuários em outros países) e a eutanásia.
O governo tem tentado encontrar países dispostos a receber alguns dos hipopótamos, mas, ainda não recebeu uma resposta positiva de nenhum deles.
"Acreditamos que isso tem a ver com a pobreza genética e possíveis danos genéticos que esses indivíduos apresentam", disse Vélez em entrevista à emissora colombiana Blu Radio.

Termine de ler esta reportagem clicando no g1

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