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La Niña termina e Pacífico entra em neutralidade; El Niño pode se formar ainda em 2026

16/04/2026

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) declarou que o fenômeno La Niña chegou ao fim e que o oceano Pacífico Equatorial entrou em uma fase de neutralidade.
❄️O La Niña ocorre quando há o resfriamento da faixa Equatorial Central e Centro-Leste do Oceano Pacífico, próximo a costa do Peru. Ele é estabelecido quando há uma diminuição igual ou maior a 0,5°C nas águas do oceano. O fenômeno acontece a cada 3 ou 5 anos.
🌊 O cenário atual indica que as temperaturas da superfície do mar na porção central e leste do Pacífico estão próximas da média, sem os padrões típicos de resfriamento ou aquecimento necessários para caracterizar La Niña ou El Niño.
De acordo com o Centro de Previsão Climática (CPC), ligado à NOAA, há cerca de 80% de chance de a neutralidade persistir entre abril e junho de 2026.
Para o segundo semestre, no entanto, o cenário muda: as previsões apontam que um novo El Niño pode se formar entre maio e julho, com cerca de 60% de probabilidade, e se manter até o final de 2026.

Desde o início de 2026, o oceano Pacífico vem passando por uma transição.
As águas que estavam mais frias — típicas da La Niña — começaram a perder força.
A partir de fevereiro, áreas com temperaturas acima da média surgiram no extremo leste do oceano, próximas à costa da América do Sul, e passaram a avançar em direção à região central.

Nas últimas semanas, os dados mostram um padrão misto:

águas próximas ou abaixo da média no centro do Pacífico;
temperaturas acima da média no extremo leste e em áreas próximas à Linha Internacional de Data.

Esse comportamento é típico de fases de transição entre os fenômenos.
Os dados mais recentes indicam que o sistema climático global está justamente nesse período intermediário, conhecido como neutralidade do ENSO, quando não há atuação clara de nenhum dos dois fenômenos.


Nesse momento, os padrões de vento, temperatura e chuva no Pacífico ainda não estão organizados o suficiente para caracterizar um novo El Niño.
Apesar disso, sinais abaixo da superfície do oceano já indicam aquecimento, o que costuma anteceder episódios de El Niño.
Se o fenômeno se confirmar, a intensidade ainda é uma incógnita.
As simulações indicam que, entre o fim de 2026 e o início de 2027, há chances semelhantes (cerca de 25%) de o El Niño ser moderado, forte ou muito forte.
A probabilidade de o Pacífico continuar neutro nesse período é baixa.

“Os modelos já indicam a possibilidade de um El Niño forte a partir de maio, ganhando força ao longo do inverno. Mas ainda é cedo para falar em um ‘super El Niño’; por enquanto, esse cenário precisa de mais confirmação”, explica o meteorologista César Soares, da Climatempo.

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