
18/09/2012
Uma caça ao tesouro acontece a 05km da Praia de Ipanema. As expedições não são promovidas por aventureiros em busca de pedras preciosas, mas por um grupo de pesquisadores atrás da inestimável biodiversidade até então pouco conhecida das Ilhas Cagarras, que vem sendo decifrada e mapeada por eles há quase um ano e meio. Entre as descobertas do estudo, que faz parte do projeto Ilhas do Rio, está uma planta considerada extinta na cidade do Rio e duas novas espécies da fauna: uma perereca e uma barata-do-mato.
As descobertas foram tema de debate na segunda e na terça-feira no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, onde pesquisadores discutiram as características dos ecossistemas das ilhas e que medidas podem ajudar no combate a ações de degradação, como a poluição e a pesca predatória.
O biólogo e coordenador do projeto Ilhas do Rio, Carlos Rangel, conta que o estudo, realizado pela ONG Instituto Mar Adentro, ainda está em andamento, mas já traz importantes contribuições para a comunidade científica e também para a sociedade:
— Identificamos cerca de 150 espécies de peixes e 162 de plantas. Na parte terrestre, realizamos pesquisas com aves e já registramos mais de cinco mil indivíduos de fragatas. É a segunda maior população de fragatas da costa brasileira. A partir desse estudo, serão criadas as ferramentas de combate à poluição.
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