
20/09/2012
Diante dos recentes vazamentos de petróleo no Brasil e no exterior, as empresas do setor estão investindo em novas tecnologias e programas de monitoramento para minimizar o impacto ambiental de suas operações. As iniciativas vão desde o desenvolvimento de material mais resistente às condições de pressão e temperatura do pré-sal até a elaboração de bancos de dados da vida marinha.
A Petrobras, por exemplo, está concentrando esforços no desenvolvimento de um tipo de aço que não trinca mesmo a profundidades superiores a cinco mil metros abaixo do solo marinho. O objetivo é substituir o material usado hoje no revestimento de poços do pré-sal, o chamado super flex, por uma versão mais barata. O super flex já é mais resistente que o aço comum, mas seu custo é de cinco a seis vezes superior.
— Estamos tentando alterar a composição do produto siderúrgico para torná-lo ainda mais resistente e mais barato, com o máximo de conteúdo nacional possível — disse Solange Guedes, gerente-executiva de Exploração e Produção da Petrobras, frisando que o novo material vem sendo desenvolvido em parceria com a indústria siderúrgica e está em fase de testes.
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