
18/09/2012
O catador de materiais recicláveis Douglas Moreira Pires da Silva passou a frequentar em agosto um curso na Universidade de São Paulo (USP) para certificá-lo como reciclador de computador e aparelho celular. Ganhando em média R$ 450 por mês com a reciclagem de papel, papelão, plástico, ferro e sucata, espera aumentar sua renda para até R$ 800 com a nova atividade na cooperativa em que trabalha, na Grande São Paulo.
"Antes, a gente recebia um computador e vendia como sucata a R$ 0,30. Agora, a gente consegue até R$ 8 com um quilo de processador", disse Silva, que é casado, pai de dois filhos e mora com a mãe, também catadora.
Ainda sem uma definição oficial da responsabilidade sobre o lixo eletrônico, universidades de São Paulo e do Rio de Janeiro apostam nessa classe de trabalhadores para dar a correta destinação aos equipamentos que já estão sem uso.
Na USP, até agosto, 169 catadores de 60 cooperativas fizeram o curso (15 turmas) oferecido em parceria com a Petrobras. Na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o curso é dado por meio de uma incubadora tecnológica de cooperativas populares. "Os catadores aprendem a lidar com o material eletrônico e conseguem se tornar referência para descarte correto e aumentar a renda", disse Walter Akio Goya, professor do curso na USP.
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