
16/06/2026
Veio a estreia do Brasil na Copa do Mundo de Futebol e o empate não agradou a torcida. Nessa hora, muita gente vira especialista e começa a falar sobre o que precisa melhorar na seleção “canarinho”. E não é só esse pássaro que entra em campo em 2026. A conexão entre futebol e natureza também está nos mascotes oficiais da Copa do Mundo FIFA 2026. O alce chamado Maple, a águia-americana batizada de Clutch, e a onça-pintada Zayu, foram escolhidos para representar, respectivamente, os países-sede Canadá, Estados Unidos e México.
No futebol, e em diversas áreas do conhecimento, a natureza deve ser inspiração. Além da espécie humana, diferentes espécies mostram que a cooperação pode ser decisiva. O trabalho em equipe entre os animais garante proteção, alimentação, cuidado com os filhotes e sobrevivência. Em campo, alguns jogadores podem melhorar muito aprendendo como é o compromisso com o grupo.
De mamíferos marinhos que coordenam movimentos em grupo a primatas conhecidos pela convivência pacífica e pelo cuidado compartilhado com os filhotes, pesquisadores da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza chamam a atenção para comportamentos que mostram como o jogo coletivo também faz parte da biodiversidade brasileira.
Entre as aves, um comportamento chama a atenção dos pesquisadores: a formação dos chamados bandos mistos, grupos compostos por diferentes espécies que se deslocam juntas pelas florestas em busca de alimento e proteção, como um “time”.
Nesses grupos, algumas espécies exercem um papel central na comunicação e no alerta contra predadores, funcionando como verdadeiras sentinelas. Enquanto isso, outras aves ocupam diferentes “posições” dentro da floresta; algumas capturam insetos no ar, outras buscam alimento nos troncos ou entre folhas secas no chão, reduzindo “individualidades” e aumentando a importância do “coletivo”.
Conforme as aves avançam pela vegetação, o movimento do grupo ajuda a espantar insetos escondidos entre folhas e galhos, beneficiando diferentes espécies ao mesmo tempo.
“Seja nas florestas ou nos gramados dos estádios, o esforço coletivo é a chave. Como em um bando misto de aves na natureza, onde espécies diferentes se deslocam em conjunto, aumentando a captura de insetos e se protegendo contra predadores, um time de futebol encontra sua força na diversidade; quando talentos distintos se unem pelo coletivo, a sobrevivência vira vitória”, afirma o biólogo Pedro Develey, membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza.
Segundo o especialista, a comparação entre futebol e natureza vai além da cooperação. “No futebol, o goleiro defende — como a proteção contra predadores nos bandos mistos — e o atacante finaliza a jogada, assim como as aves que capturam suas presas. Ninguém ganha o jogo sozinho”, completa.
No ambiente costeiro-marinho, os botos-cinza (Sotalia guianensis) se destacam pela coordenação entre indivíduos. A espécie costuma viver em grupos organizados e apresenta comportamentos cooperativos importantes, principalmente durante a alimentação e o cuidado com os filhotes.
Um dos exemplos mais curiosos é a formação de verdadeiras “creches”. Enquanto parte dos adultos sai em busca de alimento, outros indivíduos permanecem próximos aos filhotes. A estratégia contribui para aumentar a segurança dos mais jovens e reforça os laços sociais entre os animais.
A íntegra desta reportagem pode ser lida no CicloVivo
Álbum da Cidade do Rio de Janeiro, produzido em 1920, está na Biblioteca Carioca, aberta na Semana de Arte do Rio
22/09/2026
Estudantes de 14 a 18 anos criam projetos de Sustentabilidade
22/09/2026
Elefante Sandro, que vivia em Sorocaba (SP), é transferido para santuário em Mato Grosso
22/09/2026
Ararinhas-azuis têm controle reforçado após casos de circovírus
22/09/2026
Edital busca soluções que ampliem o acesso à água no Maranhão
22/09/2026
Mymba Kuéra: como foi o monumental resgate de mais de 30 mil animais durante a construção de Itaipu, entre o Brasil e o Paraguai
22/09/2026
