
23/06/2026
Uma onda de calor intenso que assola grande parte da Europa levou à proibição parcial do consumo de álcool na França, a alertas em todo a Alemanha e ao fechamento de uma área de torcedores de futebol na Espanha, à medida que as temperaturas sobem para níveis recordes.
A França prevê que 35 de seus 96 departamentos ou regiões declarem alertas vermelhos de onda de calor no domingo (21), com temperaturas entre 39°C e 40°C previstas desde o sudoeste, passando pela região de Paris até a Borgonha, com algumas áreas possivelmente atingindo 41°C.
Após uma reunião de crise, o primeiro-ministro francês, Sebastien Lecornu, proibiu preventivamente o consumo de álcool no domingo nos festivais anuais da Fête de la Musique e em outros eventos públicos a serem realizados nessas 35 regiões. As autoridades de Paris determinaram que os parques permaneçam abertos 24 horas por dia.
Alertas de calor foram disparados na Alemanha, com temperaturas se aproximando dos 38°C. O serviço meteorológico DWD alertou que a combinação de calor e umidade pode provocar tempestades severas.
As temperaturas também estão transformando a vida cotidiana e o turismo em algumas cidades italianas, que devem atingir até 37°C.
Os visitantes têm feito fila sob um sol escaldante do lado de fora do Coliseu, enquanto o calor do verão romano transforma os passeios turísticos em um teste de resistência. Alguns buscam alívio nos espaços subterrâneos mais frescos, sob as ruínas semiescondidas do Templo de Cláudio, por exemplo.
Na cidade de Bolonha, no norte do país —uma das mais quentes da península—, as pessoas jogavam água no rosto na fonte de Netuno, do século 16, e se protegiam à sombra dos pórticos.
Na Espanha, a federação de futebol decidiu fechar a área de torcedores que havia montado com telões na praça de Colon, em Madri, o que significa que os torcedores terão que assistir à partida da Espanha contra a Arábia Saudita pela Copa do Mundo, neste domingo, em outro local.
Cientistas afirmam que as mudanças climáticas estão tornando as ondas de calor mais frequentes e intensas em toda a Europa, aumentando o risco de emergências de saúde e perturbações econômicas durante os meses de verão.
O impacto econômico do calor extremo também está chamando a atenção.
O presidente do Banco da França, Emmanuel Moulin, disse que os efeitos de curto prazo sobre o crescimento foram "um tanto ambíguos", citando a redução da produtividade e o aumento do consumo de energia, mas alertou que, a médio prazo, as ondas de calor pesam sobre a atividade econômica.
Fonte: Folha de S. Paulo
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