
25/06/2026
Países da Europa Ocidental e Central — entre eles Espanha, França e Reino Unido — emitiram alertas vermelhos devido à previsão de intensificação, nos próximos dias, de uma onda de calor com temperaturas que podem ultrapassar os 40 °C.
Mais da metade das regiões da França está atualmente sob o nível máximo de alerta meteorológico e, por causa disso, centenas de escolas foram fechadas.
O país teve o dia mais quente já registrado (44,3 °C em Pissos, Landes) em sua história nesta terça-feira (23/6), mesmo dia em que foi confirmada a morte por afogamento de pelo menos 40 pessoas que nadavam em áreas sem supervisão na França nos últimos dias.
"Não é algo que deva ser levado na brincadeira: nadar em áreas sem supervisão durante uma onda de calor", declarou à rádio francesa a ministra dos Esportes e da Juventude, Marina Ferrari.
Ferrari afirmou que muitas pessoas tentaram se refrescar em rios e canais sem levar em conta os riscos.
Entre as vítimas está uma menina de 13 anos que havia ido com a família ao rio Sena, na região de Fontaine-le-Port, no domingo (21/6) à tarde, apesar de não saber nadar.
Várias pessoas também se afogaram na Alemanha, onde as temperaturas devem alcançar até 40 °C nas regiões oeste e sudoeste até o final da semana.
Na Espanha, a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) alertou para temperaturas "extremamente altas" para a época — entre cinco e dez graus acima do habitual —, com algumas áreas podendo atingir 44 °C.
Foi emitido alerta vermelho no País Basco, onde se espera que as máximas em San Sebastián cheguem a 40 °C, quase o dobro da média para esta época do ano.
O serviço meteorológico do Reino Unido (Met Office) emitiu um raro alerta vermelho de calor para quarta e quinta-feira em partes da Inglaterra e do País de Gales, diante de previsões que indicam temperaturas de até 38 °C em algumas regiões.
Autoridades da Itália, Suíça e Luxemburgo também emitiram alertas vermelhos semelhantes.
A causa imediata desse aumento de temperatura é um ´domo de calor´: uma massa de ar quente que se desloca para o norte a partir do Saara e fica ´estagnada´ sobre a Europa, prendendo o ar quente em seu interior.
Essa massa é alimentada por um potente sistema de alta pressão conhecido como o "anticiclone africano".
Os cientistas ressaltam, no entanto, que não há dúvida de que a recorrência das ondas de calor é um indicador das mudanças climáticas provocadas pelo ser humano, resultado em grande parte da queima de carvão, petróleo e gás.
A Météo-France destaca que, das 51 ondas de calor registradas na França desde 1947, 34 ocorreram a partir do ano 2000 e 26 desde 2011.
O Met Office, do Reino Unido, estima que o calor extremo observado durante as ondas de calor recentes é dez vezes mais provável atualmente devido às mudanças climáticas, e que esses eventos não são apenas mais intensos, mas também mais duradouros.
Os cientistas ressaltam, no entanto, que não há dúvida de que a recorrência das ondas de calor é um indicador das mudanças climáticas provocadas pelo ser humano, resultado em grande parte da queima de carvão, petróleo e gás.
A Météo-France destaca que, das 51 ondas de calor registradas na França desde 1947, 34 ocorreram a partir do ano 2000 e 26 desde 2011.
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