
30/07/2026
A poluição de corpos d´água no Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste do Rio de Janeiro, atinge os jacarés que vivem na região. Nos canais que cortam o bairro, utilizados pelos animais para se deslocar entre ruas e condomínios, eles convivem com o acúmulo de lixo descartado de forma irregular.
Os jacarés nadam em meio a resíduos e mordem sacos plásticos em busca de alimento em trechos do canal das Taxas, curso d´água que desemboca na lagoa de Marapendi, parte do complexo de lagoas da Barra da Tijuca.
Em abril deste ano, em um trecho do canal, um espécime mastigava um saco plástico que cobria parte do focinho na tentativa de alcançar restos de comida. Ao todo, mais de dez jacarés foram vistos em meio a garrafas, bombonas, embalagens e até uma bola em uma área próxima ao cruzamento das avenidas das Taxas e Gilka Machado.
No fim de junho, pesquisadores voltaram ao local e os animais continuavam por lá.
Procurada por telefone e email, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente não comentou diretamente o caso, mas disse que o atendimento a ocorrências com animais silvestres em situação de risco é feito pela Patrulha Ambiental do município.
A pasta afirmou ainda que a Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana) é responsável pela retirada de resíduos das margens dos canais das Taxas, de Sernambetiba e do Cortado, os três canais do Recreio dos Bandeirantes, quando a presença de jacarés não impede o trabalho, além de apoiar a limpeza realizada por outros órgãos.
A matéria na íntegra pode ser lida na Folha de S. Paulo
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