
06/08/2026
Um ciclone extratropical previsto para se formar entre o Uruguai, o litoral do Rio Grande do Sul e o Oceano Atlântico pode se intensificar rapidamente entre quinta-feira (6) e sábado (8).
Caso a pressão no centro do sistema caia de forma acentuada em pouco tempo, ele poderá ser classificado como ciclone bomba. A confirmação, porém, depende da evolução do fenômeno.
🌀 ENTENDA: um “ciclone bomba” acontece quando uma área de baixa pressão se intensifica muito rápido (daí o nome). Isso costuma deixar o tempo mais severo, aumentando o risco de ventos fortes, chuva intensa e de uma mudança brusca de temperatura.
O processo começa com o encontro de massas de ar com características muito diferentes.
Na meteorologia, esse processo é chamado de ciclogênese explosiva. De um lado, há ar frio. Do outro, ar mais quente e úmido.
➡️ Essa diferença de temperatura ajuda a organizar o sistema e favorece a formação da área de baixa pressão.
Com isso, quanto mais a pressão cai no centro do ciclone, maior tende a ser a diferença em relação às áreas ao redor.
É essa diferença de pressão que acelera o deslocamento do ar e pode deixar os ventos mais fortes.
👉 Em resumo, três fatores ajudam a explicar esse processo:
o encontro entre ar frio e ar mais quente;
a formação de uma frente fria;
a queda rápida da pressão no centro do ciclone.
No caso previsto para esta semana, contudo, o centro do ciclone deve permanecer sobre o oceano.
Por isso, os impactos em terra estarão ligados principalmente à frente fria, às linhas de tempestade e ao contraste entre o ar frio que avança pelo Sul e o ar quente que ainda predomina no Centro-Sul.
💨 Segundo os últimos modelos meteorológicos, as rajadas podem passar de 100 km/h em pontos do litoral e de áreas serranas de São Paulo e do Rio de Janeiro. No sul e no leste do Rio Grande do Sul, os ventos podem superar 91 km/h.
A rapidez da intensificação é um dos principais fatores de risco de um ciclone bomba. Como o sistema pode ganhar força em poucas horas, o prazo para que cidades, concessionárias de energia, portos e serviços de emergência se preparem pode ficar menor.
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